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Papa Francisco diz que ódio e a violência em nome de Deus é uma grave profanação


Papa recebido pelo príncipe dos Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan

O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira, 4, em Abu Dhabi, nos Emirabes Árabes Unidos, que justificar "o ódio e a violência" em nome de Deus é "uma grave profanação.

“Não há violência que possa ser religiosamente justificada", sublinhou Francisco, para quem "em nome de Deus Criador, é preciso condenar sem vacilação toda forma de violência porque é uma grave profanação do nome de Deus usá-lo para justificar o ódio e a violência contra o irmão”.

O Papa Francisco, que se tornou o primeiro pontífice a visitar a Península Arábica, fez um apelo à "liberdade religiosa", e reassaltou que ela "não se limita apenas à liberdade de culto" e que nenhuma prática religiosa deve ser "forçada" a outra pessoa.

"A liberdade religiosa (...) vê no outro um verdadeiro irmão, um filho da mesma Humanidade que Deus deixa livre e que por consequência nenhuma instituição humana pode forçar", declarou diante de centenas de líderes de várias religiões.

Francisco manteve um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed al-Nahyan, homem forte do reino, que se orgulha da "coexistência pacífica" entre as religiões em seu país.

O pontífice deve ter discutido com ele a situação no Iêmen, país pobre da Península Arábica e palco da pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU, por causa de uma guerra devastadora.

Antes de chegar em Abu Dhabi no domingo, o papa pediu aos protagonistas no Iêmen que "promovam de maneira urgente o respeito aos acordos estabelecidos", especialmente para uma trégua na cidade portuária de Hodeida, essencial para a entrega de ajuda internacional.

A população iemenita paga um preço alto e "muitas crianças estão sofrendo de fome", ressaltou.

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