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Pandemia da Covid-19 leva Trump a repensar campanha eleitoral


Estamos a pouco mais de seis meses das eleições presidenciais americanas. Numa ltura em que a devastação económica e humana causada pela pandemia do coronavírus ainda não chegou ao seu ponto alto a grande questão é saber em que base se vai desenrolar a campanha política.

Antes da pandemia atingir os Estados Unidos não era dificil fazer uma previsão de como iria decorrer a campanha: Trump a basear-se na excelente situação económica do pais e os seus oponentes a concentrarem-se nas suas gaffes , falta de prestigio no estrangeiro senao mesmo acusações de incoerência.

Mas a economia americana está em queda livre e a resposta da administração Trump a esta crise vai ser sem dúvida o foco da campanha.

Na ultima semana contudo surgiu uma acusação de Tara Readuma antiga funcionaria do presumivel candidato democrata, Joe Biden de que quando este era ainda senador a tinha molestado e mesmo atacado sexualmente.

Durante semanas a questão foi ignorada mas acabou por ganhar intensidade devido a , entre outros factores,Biden não responder directamenteà acusação, tendo feito desmentidos apenas por membros da sua campanha. Isto até à semana passada quando veio a publico desmentir a acusação.

O presidente Donald Trump parece ter posto de parte pelo menos para já a possibilidade deisso ser um tema de campanha

Trump disse desconhecer o caso afirmando mesmo que “podem ser falsas acusações”.

“Eu sei muito sobre acusações falsas. Eu fui falsamente acusado muitas vezes e isso existe. Mas não sei. Não posso falar por Biden só posso dizer que deveria responder’, acrescentou

Biden fez isso precisamente mas levantaram-se depois acusações de hipocrisia aos democratas que forçaram sessões humilhantes no congresso aquando da nomeção do juiz Brett Kavenaugh acusado de ter cometido agressões sexuais quando era estudante no ensino secundário.

A presidente da câmara dos representantes Nancy Pelositornou claro que os democratas não tencionam neste caso levar a acusação a sério.

“Eu aceito a sua pergunta mas não preciso de uma lição ou de um discurso” disse Pelosi que acrescentu ter “um respeito total pelo facto de Joe Biden ser Joe Biden”.

“ Já houve declarações dos seus antigos funcionários de que não há qualquer registo disto e que nunca niguém fez essa acusação ou tenha dito algo sobre isso” acrescentu Pelosi para quem “o dia mais feliz foi quando apoiei Joe Biden para presidente dos Estados Unidos”.

“É uma pessoa de grande integridade, de preocupação pelo povo americano. Foi ele quem iniciou a lei contra a violência contra as mulheres quando era presidente do comite judicial. Acedito que ele será um gande presidente dos Estados Unidos”acrescentou a presidente da Câmara dos Representantes para quem Biden ‘e tambem “a incarnação da esperança e optimismo e autenticidade”.

“É uma pessoa de grandes valores. Não quero que haja dúvidas: Estou muito confortável com a situação como a vejo e com todo o respeito por quem fez a acusação tenho o máximo de respeito por Joe Biden”, acrescentou.

É provavel claro está que esta questão venha a ser usada para por em causa a integridade de Joe Biden maso que permanece po se saberé qualserá a base da campanha de Donald Trump face à situação criada pela pandemia.

Depois de dias e dias seguidos comparecer perante as câmaras de televisão para falar sobre os aspectos médicos da pandemia e o seu desenvolvimento, os conselheiros de Trump parece terem à chegado à conclusão que isso estava a ter consequências negativas para o presidente e quemelhor seria ele concentrar-se na recuperação económica.

Cecilia Vega é a correspondente na Casa Branca da cadeia de televisão ABC e disse que “é exactamente nisso que a equipa do presidente quer que esteja o foco”

“É nisso que eles apostam para a reeleição em Novembro. Vimos a queda nas sondagens devido aqueles briefings, que o presidente ficou irritado com isso e sabemos que os republicanos se sentiam tambem frustrados com a sua preformance nesses briefings que estavam a prejudica -o mais do que a trazer-lhe vantagem.”, disse Vega para quem “vai haver uma maior concentração na reabertura do país”.

Vega disse no fim de semana o presiente esteve no retiro presidencial de Camp David onde discutiu esta questão com os seus conselheiros.

“ É de esperar ver uma maior proeminencia à equipa economica do presidente nos proximos dias e semanas e menos dos peritos de saude”, acrescentou

atthew Dowd que trabalhou na campanha de George W Bush disse no entanto que Trump tem à sua frente uma tarefa muito dificil poque estas eleições “vão ser sobre questões de substância”.

Vão ser sobre duas coisas: como é que ele lidou com a esta crise e o que se passa na economia. Pensar que se pode falar sobre a economia sem falar da competência em se lidar com o virusé um erro” disse Dowd

“ Penso tambem que pensar-se que se a economia recuperar vamos voltar à posição em que o presidente se encontrava não resolve o problema porque quando a economia estava a correr bemo seu nível de aprovação era de apenas 44% e por isso é de qualque rmodo uma posição problemática”, acrescentou

Com Joe Biden a não poder fazer campanha devido à pandemia, Trump vai aproveitar para já a sua posição como presidente para começar a visitar zonas do pais. E isso já nos próximos dias será parte da sua cmapanha de reabrir a economia.

É uma jogada com riscos conforme avisam peritos de saude mas em queo presidente parece para já apostar. Os resultados disso só serão visiveis em Novembro

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