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PAIGC, UM e PCD congratulam-se com posicionamento do CS da ONU sobre crise guineense

  • Redacção VOA

José Mário Vaz ainda não reagiu

Conselho de Segurança convida PR a nomear PM à luz do Acordo de Conacry

Três dos cinco partidos com assento parlamentar na Guiné-Bissau congratularam-se com a posição do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas que instou o Presidente da Guiné-Bissau "a nomear um primeiro-ministro que respeite as disposições do Acordo de Conakry”, assinado no ano passado entre os principais actores políticos do país, sob a mediação da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO).

Da Presidência da República não há ainda qualquer reacção.

Numa reunião realizada na quinta-feira, 11, os membros do CS manifestaram "a sua profunda preocupação com a prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau, como resultado da incapacidade dos actores políticos de chegarem a uma solução duradoura e consensual, conduzindo ao actual impasse".

O Conselho de Segurança elogiou “os esforços e a liderança da CEDEAO e reafirmou o Acordo de Conakry como ”quadro-base para a resolução da crise política”.

Os membros daquele órgão convidaram “o Presidente Vaz a nomear um primeiro-ministro que respeite as disposições do Acordo de Conakry”.

PAIGC acusa PR

Óscar Barbosa, membro do Buró Político e do Secretariado Nacional daquele do PAIGC, disse à VOA que o partido “recebeu com regozijo a posição do Conselho de Segurança porque as verdades foram reconfirmadas”.

O comunicado, de acordo com Barbosa, reitera ainda “a posição da CEDEAO e do seu mediador, o Presidente Alpha Condé e é uma nova oportunidade que a Guiné-Bissau tem para tirar o país e o povo desta crise em que os lançaram o Presidente da República e os acólitos”.

Aquele dirigente do partido mais votado nas eleições de 2014, congratula-se com o facto de o “o Conselho de Segurança ter chamado o Presidente pelo seu nome” e instado a “nomear um novo primeiro-ministro”.

Óscar Barbosa reitera que o PAIGC defende a aplicação do Acordo de Conacry, “ a começar pela nomeação do primeiro-ministro consensual Augusto Olivais, a formação de um Governo inclusivo em conformidade com os resultados eleitorais e a revisão e início da aplicação do programa “Terra Kanka” até o final da legislatura.

Nova oportunidade

Também os líderes da União para Mudança e do Partido da Convergência Democrática, congratularam-se com a resolução do Conselho de Segurança e mostraram-se satisfeitos com o posicionamento do órgão que convidou o Presidente José Mário Vaz a cumprir as disposições do Acordo de Conacri.

"Achamos que o Presidente da República, doutor José Mário Vaz, deve ouvir as vozes da razão", defendeu Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática, enquanto Agnelo Regalla, da União para a Mudança, considerou que a margem se está a fechar para o Presidente guineense, embora haja uma "porta de saída" que é o cumprimento do Acordo de Conacri.

A VOA contactou a Presidência da República para uma reacção, mas até o fecho desta notícia não tinha ainda qualquer posicionamento oficial.

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