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PAIGC revela que ONU e CEDEAO recomendaram a Aristides Gomes que se refugiasse


Aristides Gomes, deixa sede da ONU em Bissau

Antigo primeiro-ministro guineense esteve refugiado por 11 meses na sede das Nações Unidas antes de viajar para Dakar a 12 de Fevereiro

A representação da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) recomendaram ao antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, que se refugiasse na sede da ONU em Bissau após ter sido demitido a 28 de Fevereiro de 2020.

A revelação foi feita nesta segunda-feira, 15, pela Comissão Permanente do PAIGC que ainda informa que Gomes está em Paris, depois de na sexta-feira, 12, ter saído de Bissau em direcção a Dakar, capital do Senegal.

Isso acontece, segundo o comunicado, “após 11 meses de refúgio a que foi submetido por recomendação das Nações Unidas, conjuntamente com as forças da ECOMIB então estacionadas no país, na sequência da análise de risco da sua segurança levada a cabo”.

Na nota, o PAIGC classifica o gesto da ONU e da CEDEAO como “contributo fundamental para o combate à justiça seletiva na Guiné-Bissau” e “reconhece e enaltece a intervenção do sistema da ONU, nomeadamente do representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental e Sahel, Mohamed Ibn Chambas, sob a coordenação da presidência da CEDEAO e particular supervisão de Nana Akufo-Affo, Presidente do Gana”.

Na sexta-feira, 12, e como a VOA noticiou na altura, Aristides Gomes seguiu para Dakar depois de uma negociação entre as Nações Unidos e o Governo guineense, que, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, teve o aval do Presidente Úmaro Sissoco Embaló.

Para o PAIGC, “este acto de solidariedade e reconhecimento dis direitos, liberdades e garantias dos cidadãos” permitiu a “restituição da plena liberdade a um servidor público que vinha sendo ameaçado pelas autoridades auto-impostas no país”.

Aristides Gomes, cuja determinação foi destacada pela nota, foi o último primeiro-ministro sob a Presidência de José Mário Vaz e foi reconduzido depois das eleições legislativas de Março de 2019, mas foi afastado por Úmaro Sissoco Embaló um dia depois de se ter autopoclamado Presidente eleito na segunda volta das Presidenciais de 2019, que ainda corria trâmites no Supremo Tribunal de Justiça.

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