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PAIGC abre as portas aos deputados expulsos

  • Lassana Casamá

Segunda ronda de negociações é na quarta-feira

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) lançou o processo de negociações com o grupo dos 15 deputados expulsos do partido com vista à sua reintegração, um dos pontos do Acordo de Conacry.

A primeira reunião, com três dos 15 elementos, da comissão encarregue de dirigir as conversações aconteceu ontem e novos encontros estão previstos para breve.

A abertura política do PAIGC em receber os 15 enquadra-se no âmbito do cumprimento do Acordo de Conacry, documento, segundo o qual, estes deputados, expulsos do PAIGC, devem voltar ao partido sem quaisquer condições.

“Nós estamos disponíveis a qualquer momento para continuar este diálogo franco e aberto. Pensamos de que só assim, com a boa vontade e o bom senso, é que havemos de chegar a um ponto comum nesta situação complicada que o país está a viver há dois anos, sem saída e estamos à procura de saída”, disse o secretário nacional dos “libertadores”, Ali Hijazi.

O novo encontro está previsto para quarta-feira, 17, com um formato diferente, ou seja, com audiências individuais, disse à VOA uma fonte partidária.

Essa reaproximação decorre do ultimato dado pela CEDEAO aos actores políticos guineenses que devem, no prazo de 30 dias, cumprir o Acordo de Conacry, que estabelece pontos específicos para a saída da actual crise política.

Os demais pontos do acordo referem-se à nomeação de um primeiro-ministro de consenso e que mereça a confiança do Presidente da República, a formação de um Governo, baseado na representatividade parlamentar, a realização de uma “mini-mesa-redonda”, com os signatários do acordo e representantes da comunidade internacional para aprovação do programa de Governo a ser submetido ao Parlamento para aprovação.

Refira-se que o partido que suporta o actual Governo, PRS, tambémmanifestou a sua disponibilidade para trabalhar na implementação do aludido acordo.

Na quinta-feira, 11, o Conselho de Segurança das Nações Unidas instou os líderes políticos guineenses a cumprir o Acordo de Conacry, tendo, particularmente, convidado o Presidente da República a nomear um novo primeiro-ministro, à luz do Acordo de Conacry.

José Mário Vaz ainda não reagiu à posição do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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