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"Estamos perante presos de consciência", diz Padre Pio sobre sentença contra os activistas


Activistas angolanos em tribunal no julgamento em Luanda.
Activistas angolanos em tribunal no julgamento em Luanda.

Jurista diz que a sentença põe em causa a confiança das pessoas nas instituições.

A condenação pelo Tribunal Provincial de Luanda dos 17 activistas pelos crimes de rebelião, tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores na última segunda-feira continua a suscitar reações.

Na Huíla, o jurista Bernardo Moisés Peso diz que em momento nenhum ficou provado materialmente os crimes de que são acusados os jovens, logo, a sentença decretada pelo juiz, Januário Domingos, põe em causa a confiança das pessoas na justiça.

Sentença de activistas é errada 1.24
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“O papel do juiz é convencer com a sua sentença a sociedade de que realmente foi justo, neste caso não. É uma sentença que põe em causa a confiança das pessoas nas instituições", explica Peso.

Para o padre Jacinto Pio Wacussanga, uma das figuras que chegaram a ser ouvidas no processo por ter constado na lista do suposto governo de salvação nacional, a sentença é de todo injusta.

Para o sacerdote católico, está-se perante presos de consciência e com este tipo de decisões, segundo ele, o país não está a olhar para o futuro.

“Eu faço parte do processo e como parte do processo eu estou revoltado com este tipo de sentença. Infelizmente o país não está a olhar para o futuro. Quando tu crias espaços para as pessoas se manifestarem, enfim para as pessoas expandirem os seus direitos, as liberdades de reunião de associação e de consciência, tu contribuis para criar a estabilidade sócio-psicológica. Quanto tu coartas essas liberdades estás a preparar uma pressão que um dia de um ou de outro modo vai rebentar”, defendeu o padre Jacinto Pio Wacussanga.

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