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Ossufo Momade distancia-se dos ataques e reitera que não aceita resultados das eleições


Presidente da Renamo insta Governo a criar comissão de inquérito dos ataques

O Presidente da Renamo, na oposição, Ossufo Momade, distanciou-se da autoria dos ataques a alvos civis e policiais na região centro de Moçambique, atribuídos a homens armados do seu partido.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem apontado o dedo à autodenominada Junta Militar da Renamo, integrada por guerrilheiros que se opõem a Momade, mas que tem refutado as acusações

Ossufo Momade instou o Governo a criar uma comissão independente para a investigação dos ataques que se têm multiplicado desde Agosto na Estrada Nacional 1 (EN1), que liga o Norte ao Sul, e a Estrada Nacional 6 (EN6), que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabwe e restantes países do interior da África austral.

"Desafiamos o Governo a criar urgentemente uma comissão de inquérito composta por várias sensibilidades para no terreno averiguar a origem destes ataques e identificar os seus agentes", afirmou o líder do prrincipal partido da oposição numa conferência de imprensa em Maputo.

Ossufo Momade voltou a distanciar-se da autodenominada Junta Militar e reiterou que “as forças residuais da Renamo aguardam serenamente nas bases e sob comando do seu Estado Maior General o desfecho do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração".

Ele ainda lembrou que “o regime aplaudiu quando o cabecilha dos atacantes disse publicamente que quer assassinar o presidente da Renamo. Facto curioso, este pronunciamento não mereceu a condenação de ninguém".

O presidente da Renamo destacou também que "o regime da Frelimo acarinhou o surgimento dos atacantes".

Na conversa com os jornalistas, Ossufo Momade voltou a dizer que não aceita os resultados das eleições gerais de 15 de Outubro e reitera que o acórdão que valida e proclama os resultados é nulo porque não corresponde à verdade eleitoral.

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