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Oposição guineense entende demissão do ministro das Finanças como "a ponta do iceberg" de uma crise maior


Nuno Gomes Nabiam, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Primeiro-ministro e partidos da coligação governamental não se pronunciaram ainda

Um dia depois do ministro da Economia e da Integração Regional, Victor Mandinga, abandonar o Executivo, 24 horas após o Presidente da República ter nomeado Soares Sambu, até então um dos seus principais conselheiros, para as funções do vice-primeiro-ministro e coordenador da Área Económica do Governo, osm partidos da oposição dizem que é apenas a "ponta do iceberg" de uma crise que virá.

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É a primeira demissão no Governo de Nuno Gomes Nabiam, que ainda não se pronunciou.

Também não há reacções do MADEM-G15, PRS e APU-PDGB, partidos da coligação governamental.

O PAIGC, na oposição, entretanto, não perdeu tempo e classificou o pedido de demissão de Victor Mandinga de “um elemento que prova, uma vez mais, a lógica de força”.

Califa Seide, vice-presidente dos “libertadores” e líder da bancada parlamentar, considera que “faz todo o sentido a decisão do ministro demissionário”.

“Faz todo o sentido porque há uma certa sobreposição de funções e de competências para área económica em ter um ministro e um vice primeiro-ministro que se ocupa da área económica, é uma certa redundância. Mas, como disse, tudo isso é forçado”, sustenta Seide.

Por seu lado, ouvido pela VOA, o presidente da União para Mudança, Agnelo Regala, alerta que o seu partido “não pretende pronunciar-se relativamente a um Governo que a seu ver é ilegal e ilegítimo”.

No entanto, acrescenta, “nós podemos dizer que todas estas contradições a que estamos a assistir derivam de determinados tipos de alianças que se assentam em interesses divergentes”.

Ainda segundo Regala, “este acontecimento a que estamos assistir é a ponta do iceberg de uma crise muito mais grave que vai acontecer”.

Quem também não fica indiferente à demissão do ministro da Economia e da Integração Regional é o líder do Partido da Unidade Nacional, Idrissa Djaló, para quem “essas alianças (do Governo) vivem da forma como nasceram, não são alianças baseadas numa visão política, mas apenas para chegar ao poder e, naturalmente, esse tipo de alianças não podem durar”.

O primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam e os partidos da coligação governamental não se pronunciaram ainda sobre a demissão de Victor Mandinga.

Recorde-se que o Presidente Úmaro Sissoco Embaló empossou na quarta-feira, 4, Soares Sambú no cargo de vice-primeiro-ministro, até agora inexistente, e ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares e Coordenador para área Económica.

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