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Oposição critica discurso de João Lourenço ao parlamento


João Lourenço

Presidente disse que vêm tempos melhores e e falou do sucesso da sua diplomacia económica que UNITA diz ser "fazer dívidas para pagar dívidas"

Os maiores partidos da oposição angolana disseram hoje que o discurso do presidente João Lourenço sobre o estado da nação deixou muitas perguntas por responder.

No seu discurso o presidente disse ao parlamento que Angola cresceu ligeiramente no aspecto económico, acabou com os interesses instalados e pediu mais tempo para que as reformas em curso comecem a dar resultados para o povo.

João Lourenço sublinhou também o que disse ser o resultado da sua diplomacia económica arrecadando do exterior 11 mil milhões de dólares.

“No total 11.2 mil milhões de dólares e 500 milhões de euros trouxemos do estrangeiro é caso pra dizer fizemos verdadeira diplomacia económica", disse.

Por outro lado disse que a subida dos preços de petróleo nos mercados internacionais gerou aos cofres do estado 4mil milhões de dólares que está pagar divida interna.

O chefe de estado angolano diz que 2019 será prospero para Angola pois os resultados macro económicos deram resultados encorajadores.

O líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, minimizou a angariação desses fundos afirmando que “este dinheiro que João Lourenço trouxe de fora é tudo para pagar dividas”.

O presidente, disse.,” está fazer dívidas para pagar dívidas.

“E o país como fica?”, interrogou.

O dirigente parlamentar da UNITA disse ainda que o presidente continua a ter controlo total sobre o excedente resultante do aumento do preço do petróleo sem ter que dar satisfação.

“Quatro mil milhões bilhões é muito dinheiro é superior o que veio da China e o que está para vir do FMI e fica a critério de uma pessoa porquê? É isso que Eduardo dos Santos fazia e Joao Lourenço não deve fazer isso", acrescentou
Adalberto Júnior criticou também o presidente por não ter mencionado a reforma do estado.

"Sobre a reforma do estado o presidente não disse rigorosamente nada”, disse.

“Precisamos rever a Constituição que é um casaco à medida de José Eduardo dos Santos”, disse

“Lourenço não quer perder os poderes que tem na Constituição e fugiu a estas questões", acrescentou o líder parlamentar do maior partido da oposição.
No seu discurso o presidente da republica reiterou que as autarquias devem ser implementadas faseadamente mas aceitou uma redução do período de transição afirmando que o processo para ter autarquias em todo o pais deve ser terminado em menos de 10 anos.

“Estamos a pensar reduzir para menos de dez anos a implementação faseada das eleições autárquicas", disse.

André Miau líder do grupo parlamentar da CASA-CE disse que a sua formação não concorda com a ideia de fazer autarquias faseadamente.
"Não concordamos mesmo com redução de 15 para 10 anos”, disse para nós há sim condições para se fazer autarquias de uma vez", disse.
No seu discurso o presidente angolano abordou também a questão do repatriamento de fundos levados para o estrangeiro ilegalmente avisando que o prazo acaba em dezembro e que após isso o governo irá tomar posições duras.

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