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Operação Transparência paraliza barcos de pesca


Centenas de embarcações em Angola estão impedidas de pescar, há já duas semanas, devido a exigências impostas pela operação ‘’Transparência’’.

Operação transparência paraliza pescadores em Benguela - 1:47
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Licenças de pesca, entre os documentos em falta durante muito tempo, deixam armadores de braços cruzados.

Em Benguela, de onde armadores partem para capturar no Namibe, é visível a preocupação, tal como descrevem Moisés Vanda, agente da pesca artesanal, e colegas do mesmo ramo.

‘’A Capitania pede a documentação da navegação e o IPA (Instituto de Pesca Artesanal) exige licença de pesca. De facto é necessário, mas s dirigentes devem atenuar”, disse.

“Olhem para as consequências, está a faltar peixe e milhares de jovens estão sem trabalhar. Ninguém está a pescar, aqui, no Namibe e outras províncias’’, acrescentou o armador.

A operação ‘’Transparência’’ chega numa altura em que vem à tona a falta de cruzeiros na costa, através dos quais pode ser aferido o nível da biomassa das várias espécies, uma vez que o navio de pesquisa, segundo noticia o Jornal de Angola, sofreu três avarias após ter sido adquirido por80 milhões de dólares.

Ainda antes desta polémica, já o presidente da Associação de Pescas de Benguela, Arnaldo Vasconcelos, a propósito do debate sobre a produção interna, questionava a falta de investigação científica.

‘’É a partir da investigação científica, das avaliações dos recursos biológicos e aquáticos que se fazem definições em relação ao futuro”, disse.

Podemos ver quais as acções primárias e secundárias, no quadro deste plano de substituição das importações e incremento da produção nacional’’, acrescentou

Angola chegou a obter níveis de capturas na ordem de 750 mil toneladas de pescado por ano na década de 90, mas a actualidade mostra uma cifra de 300 mil toneladas anuais.

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