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ONU prepara votação para rejeitar o reconhecimento americano de Jerusalém como capital do Israel


Conselho da ONU

Os Estados-membros das Nações Unidas votam hoje, 21, um projecto de resolução que rejeita o reconhecimento por parte dos Estados Unidos de Jerusalém como a capital de Israel, numa altura em que o primeiro-ministro do Israel chama a entidade de “casa de mentiras”.

Benjamin Netanyahudiz que “o Estado de Israel rejeita por completo esta votação antes mesmo de ser feita”.

E sublinha “Jerusalém é a nossa capital e nós continuaremos a construir lá e as embaixadas estrangeiras, lideradas pelos Estados Unidos, irão se transferir para lá”.

Esta votação é alvo de uma forte pressão da administração de Donald Trump, que ameaçou cortar os fundos dos países que apoiarem a medida.

O presidente Donald Trump lançou uma advertência aos países que pretendem votar a favor da resolução contra os Estados Unidos e os ameaçou de cortar qualquer financiamento.

"Recebem de nós centenas de milhões de dólares (…) bilhões de dólares e, depois, votam contra nós”, disse Trump que promete que os Estados Unidos estarão atentos à votação.

"Deixem que votem contra nós. Iremos poupar muito. Não nos importa", destacou o presidente americano.

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Halley disse em carta que os Estados Unidos não serão instruídos por nenhum país onde colocar a sua embaixada.

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Malki, já havia acusado os Estados Unidos por causa dessas ameaças.

"Os Estados Unidos estão a cometer outro erro ao (...) ameaçar os países e suas decisões soberanas sobre como votar", disse Al-Malki.

Muitos diplomatas dizem que ouviram a posição dos Estados Unidos, mas não têm planos de mudar a sua posição.

“A nossa posição neste caso foi sempre muito clara, tivemos a oportunidade de manifestar a nossa posição no Conselho de Segurança, pelo que essa é a nossa forte decisão”, disse o embaixador da Suécia nas Nações Unidas, Olof Skoog.

A Assembleia Geral de emergência foi solicitada pelo enviado da Palestina, Riyad Mansour apoiado pelos países árabes e não-alinhados. Mansour espera forte apoio.

As resoluções da Assembleia Geral não são vinculativas, mas têm peso moral por demonstrar a opinião da maioria da comunidade internacional.

Ao contrário do Conselho de Segurança, nenhum dos 193 países tem poder de veto na Assembleia Geral.

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