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ONU aconselha diálogo para resolver a crise de refugiados congoleses em Angola


Refugiados da República Democrática do Congo no centro de Mussungue, no Dundo, província da Lunda Norte

Nas últimas semanas foram exibidas, na imprensa angolana e internacional, imagens de violações dos direitos humanos contra cidadãos congoleses, supostamente em situação ilegal nas zonas de exploração diamantífera.

As Nações Unidas dizem estar acompanhar com muita atenção o processo
de repatriamento de cidadãos congoleses e aconselham o diálogo entre
os governos dos dois países.

O governo angolano insistiu nos últimos dias que “são completamente
falsas” as afirmações sobre “massacres, sevícias e violações”
praticadas por autoridades ou populares contra imigrantes ilegais,
garantindo que qualquer situação “menos correcta”, que tenha ocorrido
“não foi orientação das autoridades”.

Este posicionamento foi expresso pelo ministro de Estado e Chefe da
Casa de Segurança do Presidente da República de Angola.

Pedro Sebastião, refutou quaisquer actos de violações dos direitos
humanos de imigrantes ilegais no âmbito da “Operação Transparência”,
número que, disse, atingiu já mais de 300 cidadãos congoleses que se
encontravam em situação ilegal em Angola.

Nas últimas semanas foram exibidas, na imprensa angolana e internacional, imagens de violações dos direitos humanos contra cidadãos congoleses, supostamente em situação ilegal nas zonas de exploração diamantífera.

O governo da República Democrática do Congo ameaçou, recentemente
retaliar contra os cidadãos angolanos naquele país, uma situação que
pode afectar as relações diplomáticas.

Falando em conferência de imprensa, que decorreu na zona fronteiriça
com a República Democrática do Congo, de onde chegam relatos de
supostas “agressões e maus-tratos” de congoleses oriundos de Angola.

Pedro Sebastião assegurou que tais informações “eram tendenciosas”.

Entretanto, o representante dos escritórios das Nações Unidas em
Angola, diz estar acompanhar com atenção, as informações que circulam
nos órgãos de comunicação social sobre o repatriamento de cidadãos
congoleses.

Paolo Baladeli, apela ao diálogo permanente e pacífico entre os dois países.

Para falar sobre o assunto, ouvimos o representante da ONU em Angola, Paolo Baladeli; a secretária de estado para os direitos humanos, Ana Celeste; e o especialista de relações internacionais, Edimiro Francisco.

Acompanhe:

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