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ONG denuncia violação de direitos humanos na mineração em Nampula


Vista geral da cidade de Nampula, Moçambique

Duas pessoas da região foram baleadas mortalmente por supostos membros das forças armadas, que controlavam a área de mineração.

A organização "Solidariedade Moçambique" denuncia a violação de direitos humanos em Topuito, no distrito de Larde, em Nampula, região, onde opera a Kenmare, companhia de mineração de capitais irlandeses.

Em Julho deste ano, duas pessoas da região foram baleadas mortalmente por supostos membros das forças armadas, que segundo a organização controlavam a área de mineração.

O director executivo da "Solidariedade Moçambique", António Mutoa, questiona o facto daquela mineradora Kenmare ser guarnecida pelas forças governamentais.

Desconhece-se o que terá provocado o incidente mortal, o que preocupa a organização, que reportou o caso à Comissão Nacional dos Direitos Humanos e à Assembleia da República, esperando a sua intervenção o mais urgente possível.

Uma das vítimas, além de ter sido baleada, foi encontrada com sinais de espancamento e com os braços e pernas amarrados.

O porta-voz da polícia em Nampula, Zacarias Nacute, diz ter conhecimento de casos de homicídios em Topuito, mas que é prematuro avançar que sejam perpetrados pelo pessoal de segurança da empresa.

Nacute disse que a polícia está a investigar os casos.

Maldição de recursos

António Mutoa lamenta que a descobertas de minérios seja uma maldição em Moçambique, onde, nota que, os direitos humanos não são respeitados.

Refere igualmente que a população de Topuito além de ver violados seus direitos vive na extrema pobreza.

Para Mutoa há vários factores que concorrem para a violação de direitos humanos na região.

Ele cita, por exemplo, um estudo da qualidade da água, encomendado pela organização com a colaboração do governo, que concluiu que cerca de 22 poços locais devem ser encerrados, porque a água está contaminada e não oferece condições de consumo.

Numa altura em que a Kenmare expande a sua área de exploração, Mutoa recomenda que o Governo volte a negociar o contrato com a empresa de modo que a população beneficie dos investimentos.

Mutoa diz que não se justifica que passados dez anos a via de acesso da cidade de Nampula ao distrito de continue em péssimas condições e a população ainda mais pobre.

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