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OMS promete ajudar Moçambique a mobilizar 40 milhões de dólares


Djamila Cabral diz que organização está preocupada com as doenças

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a ajudar Moçambique a mobilizar 40 milhões de dólares americanos para implementar o Plano Nacional de Resposta, na área de saúde, nas zonas afectadas pelo ciclone Idai.

A OMS, internamente, já mobilizou cerca de um milhão de dólares americanos e já encomendou 900 mil doses de vacinas a serem administradas numa campanha a iniciar nos próximos dias destinada a evitar mortes por doenças altamente epidémicas como a cólera.

Os acessos às zonas fustigadas pelo ciclone Idai e pelas cheias estão a melhorar, o número de pessoas salvas e colocadas em locais mais seguros tambem, mas, agora, há uma outra grande preocupação: a calamidade fez um estrago enorme na rede sanitária da região centro de Moçambique e afectou, inclusivamente, o próprio pessoal de saúde.

A agravar essa situação, está a gritante falta de água potável e o saneamento do meio.

Muitas pessoas ainda em risco
Muitas pessoas ainda em risco

O risco de eclosão das chamadas doenças de origem hídrica é quase que inevitável.

Para evitar uma outra catástrofe, já foi elaborado um Plano Nacional de Resposta de Emergência, na área da saúde, que abarca a coordenação, resposta rápida, restauração de sistemas de saúde, prevenção e resposta às epidemias, nutrição e logística.

O custo do plano estimado em 40 milhões de dólares americanos, fundos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vai ajudar Moçambique a mobilizar.

Djamila Cabral, representante da OMS em Moçambique, considera ser um processo relativamente fácil, “pois há muitos parceiros que estão interessados em apoiar”.

O processo pode ter ficado mais facilitado depois de as Nações Unidas terem activado o alerta geral, um mecanismo que permite que as ajudas sejam disponibilizadas de forma mais rápida e flexível.

Djamila Cabral defende, no imediato, a restauração dos serviços primários de saúde e uma massiva campanha contra doenças, como a cólera e o sarampo, especialmente nos centros onde estão acomodadas acima de 100 mil pessoas deslocadas.

Cabral salienta ainda que a organização vai ajudar as autoridades moçambicanas a fazer a coordenação para garantir que toda a ajuda que chega, humana e material, na área da saúde, tenha o encaminhamento que se pretende

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