O antigo Presidente Barack Obama exortou às autoridades municipais a reverem as políticas de uso da força dos seus departamentos de polícia, através da consulta às comunidades.
“De certas formas, por trágicas que estas últimas semanas tenham sido, por difíceis, assustadoras e incertas que tenham sido, elas também foram uma oportunidade incrível para as pessoas despertarem para algumas destas tendências subjacentes”, afirmou Obama na quarta-feira, 4, numa transmissão ao vivo a partir da sua casa em Washington.
Apesar fatalidade que levou à crise atual e com manifestações violentas em todo país, o democrata disse que essas situações "oferecem uma oportunidade para todos nós trabalharmos juntos para combatê-las, para enfrentá-las, para mudar a América e fazê-la estar à altura dos seus ideais mais elevados”.
Ao dirigir-se aos jovens negros ele disse: “Quero que vocês saibam que importam, quero que vocês saibam que as vossas vidas importam, que os vossos sonhos importam”.
O tom do discurso de Obama contrasta com a posição assumida pelo seu sucessor, o republicano Donald Trump, que ameaçou mobilizar os militares para reprimir as manifestações e orientou os governadores a “endurecerem” as suas posições.
Na terça e quarta-feiras, os ex-presidentes George W. Bush, um republicano, e Jimmy Carter, um democrata, emitiram comunicados em que também adotaram um tom mais comedido do que o de Trump.
Obama, que testemunhou reações semelhantes quando era Presidente após uma série de episódios de mortes de homens negros pela polícia, questionou a ideia de que é preciso escolher entre “votar versus protestar” ou “participação versus desobediência civil”.
Ele também criticou implicitamente aqueles que concentraram as suas críticas nos manifestantes.