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“Extremismo violento em Cabo Delgado não espera”, diz Adriano Nuvunga que critica a lentidão da SADC


Adriano Nuvunga, Investigador, CDD, Moçambique

Alguns sectores da sociedade civil moçambicana manifestam-se preocupados com o adiamento da chegada da força militar da SADC, que devia ter começado a chegar a Moçambique no passado dia 15, o que pode ser uma indicação de que esta organização regional não estava preparada para a intervenção em Cabo Delgado.

A SADC ainda não se pronunciou sobre este adiamento, que para o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento, Adriano Nuvunga, é motivo de preocupação.

“O extremismo violento em Cabo Delgado não espera” diz Adriano Nuvunga que critica a lentidão da SADC
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"Foi a própria SADC que definiu a data, e quando começa a adiar, nós ficamos preocupados, uma vez que essa força é para atender a uma situação de emergência," disse Nuvunga.

Ele avançou que "o extremismo violento em Cabo Delgado não espera, e a SADC se manifestou disponível para ajudar a resolver o assunto e, inclusivamente, já enviou uma carta às Nações Unidas informando sobre o assunto, pelo que este adiamento é preocupante".

Este adiamento é também preocupante para Dércio Alfazema, coordenador de projectos no Instituto para a Democracia Multipartidária, "porque a situação em Cabo Delgado está a agravar-se a cada dia que passa".

Prontidão

Entretanto, os analistas dizem que o adiamento da força da SADC nada tem a ver com as divergências entre Moçambique e a África do Sul, por causa da intervenção da força ruandesa em Cabo Delgado.

"Tem a ver com a prontidão da própria SADC, porque uma coisa é prometer que vai mandar tropas, e a outra é ter tropas prontas em termos de equipamento", realçou o director do CDD.

Por seu turno, o analista Tomás Rondinho, entende que o bloco se possa sentir desconfortável com a intervenção do Ruanda no norte de Moçambique, mas o motivo do adiamento se deve à questões logísticas da própria SADC.

Esta situação é agravada pelo facto de a SADC, em tanto que organização regional, não ter tropas para intervirem em situações de emergência.

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