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Novo bispo de Benguela apela ao combate à corrupção


Dom António Francisco Jaka, bispo de Benguela

Dom António Francisco Jaka afirma que combate à corrupção deve ser marca da intervenção social da igreja

O novo bispo da Diocese de Benguela, Dom António Francisco Jaka, apresentado à comunidade católica no último final de semana, considera que a participação dos cristãos no combate à corrupção em Angola deve ser vista como uma marca da intervenção social da Igreja.

Francisco Jaka, que esteve vários anos na Diocese do Bengo, acrescenta que a transparência na gestão do país ajuda a moralizar a sociedade.

Novo bispo de Benguela fala sobre direitos humanos - 2:09
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No final de um encontro com membros do Governo de Benguela, aquele responsável católico explicou que a igreja encontra na academia a fórmula para ajudar as autoridades angolanas naquela será a sua principal tarefa do momento.

“Fazer com que a nossa acção como cristãos, no quotidiano da vida, contribua para o bem-estar. Temos o exemplo da luta contra a corrupção, decretada pelo Governo. Nós, no domínio da moralização da sociedade, da transparência e da ética, podemos ajudar, seja por via da universidade ou das outras escolas, formando o cidadão’’, defende o Bispo.

Com os direitos humanos na ordem do dia, principalmente devido às declarações do Presidente da República, João Lourenço, que não vê violações durante a sua gestão, e pelo assassinato do suposto marginal pelo agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Dom Francisco Jaka diz ser necessário olhar para outras agressões.

Bispo angolano Dom Jaka apela à luta contra a corrupção
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“Dentro da doutrina da igreja, o ser humano é um ser sagrado e o respeito pela pessoa humana é fundamental. A violação dos direitos tem a ver com todo o atropelo, do direito à vida à assistência. Não é apenas uma questão dos governos, todos os cidadãos são obrigados a defender os direitos de outras pessoas. É uma questão de cidadania’’, vinca.

O vice-governador provincial para a área técnica e de infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, reconhece que Angola precisa das várias congregações religiosas para as reformas em curso

“Para que mais rapidamente consigamos levar ao conhecimento da sociedade civil angolana os propósitos deste processo de transformação que queremos para o nosso país’’, salienta o governante à saída de um encontro de cortesia com o novo bispo da Diocese, o quatro em 48 anos de existência.

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