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Nova manifestação convocada em Cabinda


Cidade de Cabinda. Foto de arquivo

Associação diz que há descriminação contra Cabinda, onde direitos fundamenais não são respeitados

Os promotores da manifestação reprimida pela polícia nacional e que levou à detenção de 12 activistas dos direitos humanos em Cabinda voltaram a convocar uma nova marcha para sábado, dia 12 de dezembro, para protestar contra o que dizem ser atrocidades e violação dos direitos humanos, bem como parao estabelecimento da paz na província.

Convocada nova manifestação em Cabinda - 2:44
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Alexandre Kuanga Nsito, coordenador da Associação para o Desenvolvimento para a Cultura dos Direitos Humanos e uma das vítimas das investidas da polícia angolana, no dia 28 de Novembro, diz que a manifestação é uma forma de repúdio contra os 45 anos de governação e a violação dos direitos fundamentais em Cabinda, onde o Governo assume um conflito sem fim à vista.

Kuanga Nsito realça que a situação social de Cabinda continua a agravar-se de maneira assustadora sobretudo na saúde, em que se assiste a um número elevado de mortalidade e degradação das condições de assistência médica e medicamentosa.

«Vamos protestar para pedir a libertação dos três activistas detidos quando colocavam folhetos para pedir o fim da guerra em Cabinda e o estabelecimento do diálogo entre o Governo angolano e as forças que lutam pela autodeterminação de Cabinda", reitera Kuanga Nsito.

Para o activista, o desemprego é galopante e assiste-se no plano dos direitos humanos a uma descriminação e marginalização do povo de Cabinda.

"Há discriminação em Cabinda na vertente da paz porque há paz do Zaire ao Cunene e, em Cabinda ainda se assiste a um conflito, isto é uma grande discriminação”, sustenta Nsito, lembrando que "os empresários nunca recebem créditos e isto tem levado ao empobrecimento dos agentes económicos":

O activista lembra ainda que, enquanto noutras zonas de Angola há liberdade de expressão, de reunião, associação e de manifestação, em Cabinda continua a assistir-se a uma discriminação nestas questões.

"Em Cabinda, só o facto de três activistas falarem da paz foram detidos e, quando protestávamos sobre a necessidade da paz em Cabinda, aplicaram-nos multas, ao contrário nas outras zonas do país», cita Kuanga Nsito que apela ao diálogo para o estabelecimento da paz na província.

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