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Nigéria: Boko Haram ameaça vender raparigas raptadas

Pessoas manifestam-se em Lagos na Nigéria, a pedir que as jovem raptadas sejam devolvidas
Pessoas manifestam-se em Lagos na Nigéria, a pedir que as jovem raptadas sejam devolvidas
O grupo islamita Boko Haram ameaçou esta manhã vender as centenas de raparigas de uma escola há três semanas.

O líder do grupo Abubakar Shekau enviou um vídeo, obtido pela AFP, no qual o grupo assume pela primeira vez o rapto das jovens nigerianas.

Cerca de 230 raparigas estão desaparecidas, raptadas da escola de Chibok, a norte de Borno, na noite de 14 de Abril.

Boko Haram, que significa "Educação Ocidental é proibida", é um grupo extremista que já matou milhares de pessoas desde 2009.

No vídeo, Abubakar Shekau diz que, em primeiro lugar, as jovens não deviam sequer estar na escola, mas sim casadas.

Esta situação tem gerado grande polémica à volta do que se esperava ser o envolvimento do Governo nigeriano. A primeira-dama, Patience Jonathan, mandou deter Naomi Mutah, uma mulher que organizou as manifestações contra o rapto das estudantes de Chibok.

234 raparigas foram raptadas de uma escola na Nigéria

Estas quatro meninas estudantes de uma escola secundária estatal foram raptadas por homens armados. Elas conseguiram fugir e reencontrar as suas famílias, em Chibok, Nigéria, Abril, 21, 2014. (Anne Look/VOA)
1/5 Estas quatro meninas estudantes de uma escola secundária estatal foram raptadas por homens armados. Elas conseguiram fugir e reencontrar as suas famílias, em Chibok, Nigéria, Abril, 21, 2014. (Anne Look/VOA)
Os pais das meninas nigerianas raptadas de uma escola na semana passada dizem que 234 raparigas ainda estão desaparecidas, um número muito superior ao que as autoridades anunciaram.
Uma comitiva composta pelo Governador de Chibok, o comissário local para a educação (segurando o microfone), segurança armada e pessoas da cidade caminham em direcção ao local da escola secundária queimada, Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
2/5 Uma comitiva composta pelo Governador de Chibok, o comissário local para a educação (segurando o microfone), segurança armada e pessoas da cidade caminham em direcção ao local da escola secundária queimada, Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
Os pais das meninas nigerianas raptadas de uma escola na semana passada dizem que 234 raparigas ainda estão desaparecidas, um número muito superior ao que as autoridades anunciaram.
O Governador de Chibok (vestido de rosa), o comissário local para a educação (o quarto a partir da esquerda) com a segurança armada e residentes de Chibok, inspeccionam a escola que foi incendiada depois de mais de 200 terem sido raptadas por homens armados,  Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
3/5 O Governador de Chibok (vestido de rosa), o comissário local para a educação (o quarto a partir da esquerda) com a segurança armada e residentes de Chibok, inspeccionam a escola que foi incendiada depois de mais de 200 terem sido raptadas por homens armados,  Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
Os pais das meninas nigerianas raptadas de uma escola na semana passada dizem que 234 raparigas ainda estão desaparecidas, um número muito superior ao que as autoridades anunciaram.
O Governador de Chibok (2º à esquerda) ouve a recomposição do ocorrido contada pelo comissário escolar, que explica como aconteceu o rapto das mais de 200 raparigas e o subsequente incêndio da escola de meninas em Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
4/5 O Governador de Chibok (2º à esquerda) ouve a recomposição do ocorrido contada pelo comissário escolar, que explica como aconteceu o rapto das mais de 200 raparigas e o subsequente incêndio da escola de meninas em Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
Os pais das meninas nigerianas raptadas de uma escola na semana passada dizem que 234 raparigas ainda estão desaparecidas, um número muito superior ao que as autoridades anunciaram.
O estado em que ficou a escola secundária para meninas, após ter sido incendiada, um acto subsequente ao rapto de mais de 200 raparigas da mesma escola, em Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
5/5 O estado em que ficou a escola secundária para meninas, após ter sido incendiada, um acto subsequente ao rapto de mais de 200 raparigas da mesma escola, em Chibok, Nigéria, Abril 21, 2014. (Anne Look/VOA)
Os pais das meninas nigerianas raptadas de uma escola na semana passada dizem que 234 raparigas ainda estão desaparecidas, um número muito superior ao que as autoridades anunciaram.
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As vítimas têm idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos e a maior parte estava a no último ano do liceu.

Patience Jonathan não tem qualquer poder legislativo para ordenar detenções, pelo que os analistas políticos esperam que ela se retrate dessa ordem.

A primeira-dama nigeriana chegou também a acusar os manifestantes de estarem associados ao Boko Haram e quererem destabilizar o Governo do seu marido, Goodluck Jonathan.
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