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Navio espanhol afunda em Benguela e deixa risco de derrame de combustível


Porto de Lobito, Benguela

Um navio espanhol afundou nesta sexta-feira, 23, nas águas do Lobito, na província angolana de Benguela, após um incêndio não extinto por completo, anunciaram fontes oficiais.

Não existem, ainda, informações adicionais em relação às circunstâncias do afundamento do navio, tripulado por marinheiros espanhóis, angolanos e guineenses, que se dedicavam à pesca, principalmente do carapau.

O incêndio, ocorrido há três dias, forçou a Capitania a atracar a embarcação no Porto, tendo o reboque decorrido sem sobressaltos.

Em declarações à imprensa, o capitão Henrique Pedro explicou que os tripulantes foram resgatados, num procedimento que permitiu apurar a existência de 330 mil litros de combustível e 14 mil toneladas de carapau.

Antes do afundamento , o navio, com bandeira angolana, tinha sido afastado 17 milhas para lá das instalações portuárias, uma vez que era visível o ressurgimento do fogo.

Em entrevista à Rádio Ecclésia de Benguela, o director do Gabinete Provincial da Agricultura e Pescas, José Gomes, garantiu que não existem riscos de derrame, mas funcionários de empresas de apoio ao sector petrolífero no Lobito assumem que é, agora, incontornável este cenário, faltando conhecer as proporções.

Quanto às causas prováveis do incêndio, um armador com mais de 30 anos de actividade, que prefere o anonimato, aponta para um curto-circuito e falta de manutenção.

“É um problema da fiscalização, as embarcações, principalmente as deste tipo. Estamos perante um alerta”, refere o empresário.

Aguardam-se mais detalhes dass autoridades.

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