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“Não sou candidato a ser a madre superiora do convento”, diz Ciro Gomes na corrida à presidência do Brasil


Palácio do Planalto, em Brasilia, projecto de Oscar Niemeyer.

Ciro Gomes é um dos 13 candidatos àss eleições de outubro.

O ex-governador do Ceará e ex-ministro, Ciro Gomes concorre à presidência. Asuacandidatura já havia sido confirmada pelo Partido Democrático Trabalhista.

Esta é a terceira vez que ele será candidato à presidência: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Já passou por outras gestões no governo federal.

Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo de Lula da Silva.

Em conversa com a Voz da América ele diz o que pretende fazer caso seja eleito: “Não sou candidato a ser a madre superiora do convento. Sou candidato a presidir um país que está caindo aos pedaços, que está sendo absolutamente violentado e que tem 13 milhões e 700 mil desempregados. Sessenta e dois mil e quinhentos brasileiros foram assassinados nos últimos 12 meses e o Estado não consegue sequer investigar, não dá direito à justiça“.

Continuando, Gomes diz que o Brasil é “um país em que todas as famílias que necessitam da saúde ficam aterrorizadas. Um país em que o povo está desanimado e revoltado. Um país em que a política só manda notícia de lado a lado de corrupção e roubalheira. Não vendo a alma para ser presidente do Brasil, não negocio safadeza. Não lotearei o governo e disso pode estar seguro o povo brasileiro”.

Direito ao aborto e desmilitarização da polícia na campanha

O PSOL vai à disputa presidencial com o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente. Boulos destacou que vai defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

Outro na disputa é o Partido Novo que apresentou o nome de João Dionisio Amoêdo como candidato à Presidência da República. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como vice. Entre as principais propostas estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

Já o PSTU em convenção nacional, oficializou a candidatura da Cientista Social Vera Lúcia, militante do movimento negro e integrante do grupo Gíria Vermelha, à Presidência da República e do professor Hertz Dias como vice na chapa. O plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora. O partido decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

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