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Nampula tem 55 por cento de índice de desnutrição crónica


Nampula produz mas não consome

Na província moçambicana de Nampula, o comportamento das comunidades em relação à alimentação é apontado como estando a contribuir para os elevados índices de desnutrição crónica que se registam em crianças de zero a cinco anos de idade e em mulheres grávidas.

A província mais populosa do país é uma das principais produtoras de alimentos, mas regista um índice de desnutrição crónica de 55 por cento.

Um recente estudo conduzido pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), em parceria com o Governo, concluiu que ao nível das comunidades os alimentos ainda não são vistos do ponto de vista de saúde, mas sim como fonte de renda e sobrevivência.

“As famílias camponesas vendem quase tudo o que produzem, uma realidade que deve mudar”, afirma Joaquim Oliveira, director de Advocacia da FDC, para quem os factores comportamentais são uma grande preocupação no combate à desnutrição.

Oliveira acrescenta que “o problema não é encarado como uma condição médica e as mulheres grávidas ignoram a necessidade da mudança do comportamento nutricional”.

Aquele responsável avisa que a redução da desnutrição deve ser combinada com um conjunto de intervenções, “nomeadamente a alimentação saudável, acesso a água e saneamento básico”.

A província de Nampula assistiu nos últimos tempos a várias iniciativas de combate à desnutrição crónica e actualmente registam-se se várias intervenções nesta área, mas observadores lamentam que não existe uma coordenação entre os diferentes actores que trabalharam de forma individual.

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