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Museu Nacional de São Tomé e Príncipe em crise por causa da Covid-19


Museu Nacional de São Tomé e Príncipe

O Museu Nacional de São Tomé e Príncipe perdeu, nos últimos 11 meses, mais de 80 por cento de receitas por conta da pandemia da Covid-19.

Na sequência, a manutenção, das salas e exposições que retratam os mais de 500 anos da história do país, está cada vez mais comprometida.

Os funcionários dizem ter saudades do tempo não muito longínquo em que diariamente percorriam, rodeados de turistas, dezenas de vezes as 13 salas de exposição do Museu Nacional de São Tomé e Príncipe.

Museu Nacional de São Tomé e Príncipe em crise por causa da Covid-19
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“Com a problemática da Covid-19, o Museu Nacional encontra-se numa situação crítica. Não há presença de turistas, a manutenção do museu depende das contribuições dos visitantes e isto está caótico”, diz Leandro Andreza, um dos guias do museu instalado na antiga fortaleza de São Sebastião, no extremo sul da Baía de Ana Chaves, na cidade de São Tomé.

Os estrangeiros pagam dois dólares e os nacionais cerca de 50 cêntimos pra visitar o museu.

“Nós gostaríamos de informar aos São-tomenses que embora a situação da pandemia, o museu está aberto e seria bom que continuassem a visitar as nossas instalações”, apela Andreza.

Com a pandemia a afugentar os turistas e outros visitantes e o museu a cair no esquecimento, os guias procuram não perder a prática.

“Esta é a Sala das Artes Sacras, com os objectos recolhidos nas antigas roças coloniais. Aqui é a exposição do quarto dos patrões das roças, e nesta sala ao lado, retratamos a sanzala dos trabalhadores”, explica Margarete Ceita, salientando o contraste entre a vida requintada dos colonos donos das roças e as condições desumanas em que viviam os trabalhadores nativos ou contratados de Cabo Verde, Angola e Moçambique.

A história dos 500 anos de colonização exposta no Museu Nacional retrata ainda os engenhos de cana-de-açúcar; a revolta dos escravos no século XVI, comandada pelo Rei Amador; a introdução das culturas do café e cacao, no XVII; o trabalho forçado nas roças; o massacre de Batepá, em 1953; e a independência do país em 1975.

Os cinco funcionários do museu inaugurado a 11 de Julho de 1976 esperam com ansiedade o regresso à rotina de dezenas de anos de trabalho, interrompida pela pandemia da covid-19.

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