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Municípios angolanos com dinheiro mas sem capacidade para gastar


Especialistas confirmam versão de secretário de Estado do Tesouro

Os 164 municipios angolanos recebem mensalmente desde o ano passado 25 milhões de kwanzas para desenvolverem projectos em vários domínios, mas, curiosamente, não conseguem gastar esses recursos “por falta de domínio de regras de gestão”.

A revelação é do secretário de Estado das Finanças, Osvaldo João, colocando o dedo numa ferida que pode estar na origem da falta de soluções para muitos problemas que afectam os munícipes.

O perito em macro-ccononomia Galvão Branco entende que a estrutura das admnistraçoes municipais são incapazes para dar suporte a este novo sistema de gestão de recursos financeiros.

"É necessário fazer concurso público, recolher e analisar propostas, e desenvolver uma série de regras e procedimentos para os quais o aparelho admnistrativo nao é suficientemente competente, não tem tecnologia nem meios necessários, entre outras dificuldades”, aponta Branco, para quem o dinheiro público deve ser bem gasto.

"É muito bom descentralizar e desconcentrar, mas é preciso criar mecanismos de controlo e monitoria desses recursos para que sejam bem gastos para que essas despesas têm que se traduzir em bem-estar social", afirma aquele especialista.

Para o líder da Associação Industrial Angolana, José Severino, esta é uma oportunidade de ouro para os consultores angolanos entrarem em acção porque “alguns municipios terão dificuldades em integrar-se a este sistema”.

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