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Mudanças na Voz da América com regresso de Robert R. Reilly como director


Robert Reilly, dirigiu a VOA em 2001-2002

O antigo director da Voz da América (VOA) de 2001 a 2002, Robert R. Reilly, regressa à direcção da estação a convite do presidente e director executivo (CEO) da Agência dos Estados Unidos para a Mídia Global (USAGM, na sigla em inglês) Michael Pack.

Reilly vai substituir Elez Biberaj que desde junho desempenhava o cargo interinamente e agora regressa à direcção da Divisão da Eurásia.

Ao fazer o anúncio, nesta quarta-feira, 9, Pack escreveu que “a experiência inimitável de Bob e sua liderança comprovada tanto como servidor público quanto como cidadão beneficiarão enormemente toda a agência”.

“Bob dedicou a carreira - e, de facto, com sucesso – a promover o interesse nacional e o avanço da política externa dos Estados Unidos e seu respeito e profundo conhecimento do legado e das tradições da VOA, combinado com uma compreensão clara da linha editorial, garantirão que a experiência excepcional da América seja compartilhada de forma eficaz com o mundo”.

No mesmo comunicado, Reyll é citado como tendo dito “sempre fui um firme adepto da missão da VOA de contar a história da América para o mundo” e concluiu estar “muito feliz por ter a oportunidade de servir à VOA novamente”.

Robert R. Reilly tem 25 anos de serviço público e, depois de trabalhar no sector privado, regresou ao Estado, na Agência de Informação dos EUA (USIA), depois na Casa Branca como assistente especial do Presidente Ronald Reagan e conselheiro sénior para diplomacia pública na Embaixada em Berna, Suíça.

Durante uma década, ele trabalhou no Escritório de Políticas do International Broadcasting Bureau, onde apresentou o programa "On the Line", no qual entrevistava dirigentes e académicos.

Em 2001, assumiu a direcção da VOA quando a estação assinalou o seu 60º aniversário.

“Durante uma guerra mundial e uma guerra fria, em crise e calma, a Voz da América adicionou ao ímpeto da liberdade”, disse na altura das comemorações o então Presidente George W. Bush.

Depois de deixar a VOA, Robert Reilly foi assessor na estratégia de informação do secretário de Defesa dos Estados Unidos e conselheiro sénior do Ministério da Informação do Iraque durante a Operação “Iraqi Freedom”.

Leccionou no College of International Security Affairs e nos últimos cinco anos foi director do Westminster Institute, uma fundação educacional que se concentra em questões que envolvem liberdade religiosa, dignidade individual e política externa dos EUA.

Reilly é autor vários livros, ensaios e artigos nos jornais.

Entretanto, ontem, o director interino da VOA, Elez Biberaj, anunciou que ia deixar o cargo e regressar à sua posição.

Num email ele anunciou que “o seu tempo chegou ao fim” e desejou sucesso ao novo director.

Biberaj sugeriu, no entanto, que os últimos seis meses foram o período mais desafiador na história recente da VOA.

Ele escreveu que “alguns funcionários da agência não respeitaram as regras, protocolos e processos que considerava invioláveis” e referiu-se que "tentativas de atropelar a independência jornalística da VOA ameaçaram minar a nossa credibilidade conquistada com muito esforço", sem, no entanto, entrar em detalhes.

No mês passado, um juiz federal determinou que algumas das acções de Pack como CEO violaram os direitos da primeira emenda dos jornalistas da agência e ordenou que deixasse de de interferir na cobertura de notícias da VOA e a conduzir investigações de carácter editorial.

No entanto, Michael Pack tem autoridade para seleccionar um novo diretor da VOA.

No email, o director interino

Michael Pack foi indicado pelo Presidente Donald Trump há dois anos para dirigir a USAGM, que supervisiona a VOA, Radio Free Asia, Radio Free Europe e outras emissoras internacionais financiadas pelo Governo americano.

No entanto, ele apenas viu o nome aprovado pelo Senado a 4 de junho.

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