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MPLA e oposição em guerra de números na Huíla

  • Teodoro Albano

Em causa o número de eleitores

Partido no poder diz que metade dos novos eleitores são "camaradas" e oposição fala em fraude.

Mais de 278 mil entre antigos e novos eleitores dos pouco mais de 468 mil registados durante a primeira fase do processo de actualização dos dados eleitorais na Huíla são militantes do MPLA, anunciou na província o primeiro secretário do partido no poder, João Marcelino Tchipingui.

“Estes dados animam-nos”, afirmou o líder do MPLA na região numa reunião interna na qual disse que as cifras traduzem os objectivos definidos pela organização política rumo à renovação do mandato nas eleições de 2017.

O anúncio de que mais de 50 por cento dos eleitores cadastrados naquela que em 2012 foi a segunda praça eleitoral mais importante do país são do MPLA, inquieta a oposição.

Para a secretária provincial do PRS, Júlia Adriano, os dados divulgados visam enganar a opinião pública e sustenta a tese com as alegadas dificuldades que o MPLA tem sentido na mobilização.

“Se eles todos são do MPLA por qu não estãoa registar? Um milhão eles têm dito que são um milhão. Porquê que não vão se registar?””, perguntou.

No entender da UNITA, as declarações de João Marcelino Tchipingui são a consolidação daquilo que o maior partido na oposição vem denunciado, ou seja a preparação da fraude eleitoral.

“Nós de facto estamos muito preocupados com este pronunciamento do senhor governador, uma vez que vem a colocar ao de cima aquilo que tem sido a táctica usada pelo MPLA, que é de ater-se à propaganda política como meio para atingir os seus fins”, disse o secretário em exercício da UNITA na Huíla, Félix Kuenda.

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