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MPLA alerta para líderes" políticos sem escrúpulos" e defende actuação do Estado em Cafunfo


Presidente angolano, João Lourenço, discursa no 64º aniversário do MPLA, em Luanda (Foto de Arquivo)

Bureau Político posiciona-se contra "divisão" de Angola e critica abuso das liberdades

O Bureau Político do MPLA, no poder em Angola, critica o posicionamento de líderes políticos e personalidades da sociedade civil que condenaram o que muitos chamaram de “massacre” na aldeia de Cafunfo, na província da Lunda Norte, quando confrontos entre as forças de segurança e manifestantes convocados pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchowe deixaram um número ainda indeterminado de mortes no dia 30 de Janeiro.

Em comunicado divulgado no fim de semana, aquele órgão assesta as suas baterias para "líderes políticos sem escrúpulos, que afinal são cidadãos estrangeiros e por isso executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos".

“Os que querem a instabilidade de Angola deviam saber que quando um grupo de cidadãos nacionais e estrangeiros munidos com armas de fogo, armas brancas e objectos contundentes ataca à madrugada uma esquadra policial, um quartel militar ou algum órgão da Administração do Estado ou algum órgão de soberania, não está a fazer uma manifestação, mas sim uma rebelião armada que merece da parte de qualquer Estado uma vigorosa reacção”, afirma aquele órgão num comunicado, que acrecenta estar a assistir-se a” uma tentativa de divisão dos angolanos, de incitação ao tribalismo, ao regionalismo, para quebrar a unidade nacional tão bem preservada até aqui”.

Como consequência, “qualquer movimento ou organização dita independentista em Angola, é ilegal e atenta contra a Constituição e a Lei”, continua o comunicado que refere que “falar de Protectorado Português Lunda/Tchokwe só pode estar na mente delirante de saudosistas, porque em respeito ao Direito Internacional e às boas relações que mantém com Angola, nem mesmo Portugal pode hoje reivindicar, perante as autoridades angolanas, a existência de um protectorado seu, algures em Angola”.

Aquele órgão directivo do MPLA reconhece a existência das assimetrias, que “remontam ao período da colonização portuguesa” mas diz não ser “realista e justo pensar-se que, em apenas 45 anos, os sucessivos governos de Angola independente já deveriam ter feito a correcção dessas assimetrias, o que os portugueses foram incapazes de corrigir durante mais de cinco séculos”.

Para além de que, “quando se fala de assimetrias regionais, não devemos falar apenas do leste do país e por ser uma zona de produção de diamantes, até porque a principal fonte de receitas em divisas do país é o petróleo” lembra o MPLA que cita províncias ricas em petróleo e que são pouco desenvolvidas.

O órgão reitera que os recursos de Angola são de todo o país e não de uma província.

Apesar de reconhecer que a abertura democrática “deve ser aprofundada e aperfeiçoada no interesse do país e dos angolanos”, o Bureau Político considera que “esta maior liberdade de imprensa, de expressão, de reunião e de manifestação, está a servir para promover o desrespeito à Constituição e à Lei, aos símbolos nacionais, o desrespeito à autoridade instituída, o desrespeito ao património público e à propriedade privada, o que é perigoso para a estabilidade político-social e contrária ao bom ambiente de negócios atractivo do investimento privado, que se vem criando ultimamente”.

O MPLA reitera defender uma Angola una, onde “onde os eleitores não sejam surpreendidos com líderes políticos sem escrúpulos, que afinal são cidadãos estrangeiros e por isso executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos.

O Bureau Político “apela aos jovens a abraçar as causas nobres que têm a ver com a sua superação cultural, formação académica e profissional e a sua inserção na sociedade e que não façam da arruaça o seu modo de vida” e sublinha que “da arruaça não virá nunca o pão, o emprego, a habitação, o bem-estar das vossas famílias”.

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