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Movimentos políticos da ilha do Príncipe com posições opostas sobre futuro presidente do Governo


To Zé Cassandra, presidente do Governo Regional do Príncipe, demitiu-se

O presidente do Governo Regional do Príncipe, Tó Zé Cassandra, decidiu renunciar ao cargo a um ano do fim do mandato.

Em carta dirigida ao primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, o líder do Governo da região autónoma informa que cessará as funções na próxima segunda-feira, 20 de julho.

A decisão de Tó Zé Cassandra, que surge na sequência da sua intenção de se candidatar às Presidencias de julho 2021, abriu a polémica quanto à indicação ou eleição do próximo presidente do Governo Regional do Príncipe.

O debate radica em torno se o futuro presidente pode ou não ser ocupado pelo novo presidente da União para Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), o movimento político que venceu as últimas eleições regionais em outubro de 2018.

Nestor Umbelina, presidente do Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP), diz que, “com a renúncia de Tó Zé Cassandra, o novo presidente do Governo regional não pode ser indicado pelo partido que venceu as eleições”.

“O presidente deve ser eleito pela assembleia dos deputados regionais, de acordo com a lei eleitoral”, sustenta Umbelina.

Posição contrária tem Filipe Nascimento, atual presidente da UMPP, a figura indicada pelo partido no poder para ocupar o cargo.

“O estatuto político administrativo do Príncipe prevalece sobre a lei eleitoral e nele diz que o presidente do Governo Regional do Príncipe é nomeado pelo primeiro-ministro, tendo em conta os resultados eleitorais, ouvidos os partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional do Príncipe”, defende Nascimento.

Em entrevista à VOA a 23 de junho, To Zé Cassandra admitiu candidatar-se às presidenciais são-tomenses de 2021 se tiver um amplo apoio político.

“Não me predisponho a ser um candidato avulso. Estou disposto a continuar a servir o país, mas sempre sobre uma base em que podemos discutir o futuro com a contribuição de todos”, afirmou na altura, tendo revelado que deixaria o cargo após a retoma das ligações aéreas entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, entretanto suspensas devido à pandemia da Covid-19.

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