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Mortes no Cafunfo: Declarações do comandante da polícia foram “infelizes”, diz Salvador Freire


Salvador Freire
Salvador Freire

Presidente da associação Mãos Livres defende investigação independente

O presidente da associação angolana Mãos Livre, Salvador Freire, condenou declarações do comandante da Polícia Nacional (PN), Paulo de Almeida, sobre os confrontos no Cafunfo, afirmando que põem em causa a realização uma investigação isenta.

Comandante Comandante da polícia foi “infeliz” nas suas delcarações – Salvador Freire – 2:23
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Paulo de Almeida tinha anteriormente descrito os acontecimentos como o resultado de acções criminosas e defendeu a actuação das forças de segurança no local que disseram ter sido alvo de uma “rebelião armada” que visava ocupar uma esquadra da polícia.

Comandante geral da polícia Paulo de Almeida
Comandante geral da polícia Paulo de Almeida

“Sempre que há assassinatos pela polícia o Comandante defende o seu efectivo”, disse Salvador Freire para quem ‘’’o país não pode continuar assim”.

O dirigente da Mãos Livres afirmou que esse tipo de atitude faz levantar dúvidas sobre as reformas do Presidente João Lourenço, acrescentando que face às novas realidades no país há quadros na polícia e noutros sectores do Estado que devem passar à reforma “porque já não têm mais nada a dar e só trazem confusão para o próprio presidente da República”.

“As pessoas hoje perguntam se o Presidente João Lourenço tem autoridade ou não, isso não é bom para o país”, disse Salvador Freire, quem saúda a iniciativa de uma comissão de inquérito independente para averiguar os acontecimentos de Cafunfo.

Desconhece-se ainda o número exacto de vítimas dos confrontos.

Activistas dizem que pelo menos 20 pessoas foram mortas e acusam a polícia de atirar corpos ao rio para se desembaraçarem das vítimas.

As autoridades dizem que sete pessoas foram mortas.

Um corpo já foi entregue à família.

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