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Morte de "zungueira" provoca distúrbios e condenações


A morte de uma “zungueira” por um agente da polícia foi condenada pela Associação de Vendedores Ambulantes de Luanda (AVAL) e por um deputado que pediram a responsabilização do agente responsável.

Morte de zungueira prova distúrbios em Luanda - 2:40
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A “Zungueira” foi morta quando tentava recuperar bens que haviam sido confiscados pelos agentes na sua campanha contra a venda desordenada nas ruas. O incidente provocou distúrbios graves no Bairro Rocha Pinto que resultaram em veículos danificados e 18 prisões.

José Ambrósio Cassoma Presidente da Associação de Vendedores Ambulante de Luanda (AVAL), disse que a agressão física contra a mulher "zungueira" é constante e que todos os anos várias vendedoras ambulantes são submetidas a torturas sendo algumas assassinadas pela polícia angolana sem qualquer responsabilidade criminal contra os culpados.

“As vendedoras ambulantes são submetidas a tortura e até são assassinadas e nunca houve qualquer responsabilização contra os assassinos”, disse.

O porta-voz do comando provincial de Luanda, Mateus Rodrigues, disse hoje em conferência de imprensa não há nada que justifique um disparado indiscriminado contra uam cidadã, acrescentando que dois agentes foram detidos e serão responsabilizados disciplinar e criminalmente.

Makuta Nkondo Deputado a Assembleia Nacional entende que o combate à venda ambulante não pode ser feito com armas de fogo contra mulheres indefesas e condena a morte da vendedora do Rocha Pinto.

Em conversa com a Voz da América o porta-voz da polícia disse que não é possível a polícia estar desarmada “porque quando a polícia chega é porque a situação já está insustentável”.

O combate á venda desordenada é feito pela “fiscalilzação” não pela polícia que só intervém quando a situação “está insustentável”.

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