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Mocambique: Sector Imobiliário usado na lavagem de dinheiro das dívidas ocultas


Cidade de Maputo vista do mar.

Empresas do sector imobiliário foram usadas para a lavagem do dinheiro resultante do escândalo das dívidas ocultas moçambicanas, escreve o Centro de Integridade Pública (CIP), citando documentos da Justiça Americanas.

O dinheiro – pelo menos 200 milhões de dólares - foi distribuído pela empresa Privinvest por via dos bancos Credit Suisse e VTB para subornos e comissões ilícitas.

Foi nessa senda que Jean Boustani ordenou que a Walid Construções recebesse 1.75 milhões de dólares destinados a António Carlos do Rosário, director na Inteligência moçambicana.

A Walid Construções é uma empresa de Mohamed Zouaoui Fekih e Judite Coutinho Antunes dos Santos.

Boustani, que está a ser julgado em Nova Iorque, é acusado de ter feito transferências a favor de Zuneid Mahomed Rafik Sidat, na ordem de 850 mil dólares.

Na leitura do CIP, o nome deste individuo coincide com o de um de uma abastada família moçambicana com interesses empresariais em Portugal.

Receberam igualmente diferentes valores as empresas Squares 4 Invest, East Africaine Real Estate, Royal Agência Imobiliária, entre outras, com escritórios registados em Moçambique, África do Sul, Portugal, Ilhas Maurícias, Ilhas Virgens Britânicas e Hong Kong.

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