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Moçambique: Sindicato e economistas dizem não haver condições para rever salário mínimo


Metical, moeda de Moçambique

A central sindical moçambicana diz que dada a gravidade da situação provocada pela Covid-19 não há condições para negociar o aumento do salário mínimo para os trabalhadores, que normalmente tem sido feito entre abril e maio de cada ano.

A mesma posição foi assumida pelo Governo.

Moçambique: Sindicato e economistas dizem não haver condições para rever salário mínimo
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As negociações sobre um eventual aumento salarial já vinham ocorrendo ao nível da Comissão Consultiva do Trabalho, que integra representantes do Governo, patronato e sindicatos, mas foram suspensas, por causa da pandemia.

"Quando a situação de emergência passar, a Comissão Consultiva de Trabalho vai voltar a discutir esta questão", afirmou Alexandre Munguambe, secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), central sindical.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), na sigla em inglês, aplaude a suspensão das negociações, sublinhando, no entanto, que as empresas já estão com uma situação financeira bastante deficitária.

"Mas mesmo assim, as empresas nunca deixaram de pagar salários aos seus colaboradores", afirmou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Contudo, há o receio de que com a evolução da pandemia se possa agravar o problema que várias empresas estão a enfrentar neste momento, que tem a ver com a quebra de receitas, o que resulta na diminuição do volume de vendas e das margens de lucros.

Sindicalistas e economistas dizem que face a esta realdade, algumas empresas poderão optar pela redução dos custos operacionais para poderem manter-se em funcionamento.

Eles consideram que a primeira ação a tomar pode ser o despedimento de colaboradores, tendo em conta que "grande parte dos trabalhadores tem contratos de trabalho precários".

Neste momento, praticamente todos os setores da economia moçambicana estão afetados pela crise da Covid-19, mas o turismo é o que enfrenta maiores dificuldades.

Na província de Maputo, várias dezenas de estâncias turísticas anunciaram que a atividade se tornou insustentável e algumas já fecharam as portas.

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