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Moçambique precisa de 100 milhões de dólares anuais para combater a malária


Baltazar Candrinho

País gasta entre seus milhões e oito milhões de dólares por ano

Moçambique precisa, todos os anos, de 100 milhões de dólares americanos para combater mais eficazmente a malária, doença que mata duas a três pessoas, por dia no país.

Em 2017, Moçambique registou mais de 9 milhões de casos de malária e 1114 óbitos.

A capital moçambicana acolheu nesta quinta-feira, 29,um Fórum Nacional da Malária, organizado pelo Ministério da Saúde, que pretendeu criar um amplo movimento, tendo em vista a redução drástica da incidência da doença.

O número de mortes está a diminuir, mas o número de casos de malária que Moçambique regista ainda é muito alto.

O impacto sócio-económico da doença é avassalador, estando o país a gastar entre 6 e 8 milhões de dólares americanos, por ano, em programas que visam prevenir e combater a malária.

Mas são valores considerados irrisórios.

Baltazar Candrinho, director do Programa Nacional de Controlo da Malária, diz que, para uma acção mais eficaz e abrangente, seriam necessários, anualmente, entre 90 a 100 milhões de dólares americanospara investir sobretudo na prevenção.

Moçambique tem um Plano Estratégico de Combate à Malária que prevê a redução, até 2022, em 40 por cento do número de casos e de óbitos da doença.

Esta meta, segundo Candrinho, “só será possível de atingir se houver um envolvimento e um compromisso maior nos esforços de prevenção e combate àquela enfermidade”.

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