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Moçambique: Mulheres à procura do seu espaço nos centros de decisão


Dados apontam mais presença no Parlamento e no Governo

Em Moçambique, constitui ainda um grande desafio colocar a mulher em lugar de destaque nos cargos de tomada de decisão e de direcção, e isso, na opinião de alguns analistas, pode, de algum modo, representar um retrocesso no processo de desenvolvimento do país.

Moçambique: Mulheres à procura do seu espaço nos centros de decisão
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Nas recentes eleições municipais em Moçambique, foi bastante reduzido o número de cabeças de lista femininos, dando a ideia de que as mulheres podem não ter capacidade para gerir a coisa pública.

O analista Fernando Lima considera estranha a fraca participação da mulher nos processos político e de desenvolvimento de Moçambique, pois, elas têm ideias, e em muitos casos, possuem uma capacidade de liderança e gestão, igual ou superior à dos homens.

"As mulheres têm uma participação bastante activa nos processos políticos e de desenvolvimento deste país", enfatizou Fernando Lima.

A socióloga Natália Simões diz que em Moçambique, as mulheres são discriminadas, sublinhando que a "Frelimo promove a discriminação, porque há apoio a forças paralelas deste partido, mas não há apoio a forças paralelas de outros partidos".

Por seu turno, Lízia dos Anjos, formada em Administração Pública, diz que o caminho ainda é longo para se alcançar a meta de colocar a mulher em lugar de destaque na tomada de decisões, mas considera que o país já está a dar passos nessa direcção, indicando o caso do Ministério do Interior onde existem vários departamentos chefiados por mulheres.

Mas para a técnica aduaneira, Júlia Chambisse, não se deve colocar a mulher numa posição destacada apenas por ser mulher, porque, na sua opinião, "há mulheres muito ambiciosas, como se constata agora com as investigações às dividas ocultas".

Entretanto, a representante da ONU-Mulheres em Moçambique, Marie Kayisire, tem uma opinião positiva relativamente à participação da mulher nos cargos de tomada de decisão e de direcção.

Ela socorre-se das taxas de participação de mulheres no Governo e na Assembleia da República, que são de 35 por cento e 39 por cento, respectivamente.

As Nações Unidas dizem que "o Dia Internacional da Mulher lembra-nos sobre a imensa e valiosa contribuição das mulheres para um mundo mais pacífico, próspero e bem alimentado, e para o director nacional adjunto no Ministério do Género, Criança e Acção Social, Sansão Buque, Moçambique está a desenvolver um programa virado para esse objectivo.

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