Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado reúnem-se para receber ajuda humanitária do Programa Alimentar Mundial (PMA) na Escola da Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Aumento do número de deslocados levanta preocupações quanto ao futuro dos que fogem dos ataques dos insurgentes
Maputo —
O reitor da Universidade Joaquim Chissano, Jamisse Taimo, em Moçambique, diz que o atual modelo de assistência às vitimas da violência armada em Cabo Delgado não resolve o problema dos deslocados, mas, pelo contrário, perpetua a situação de pedintes, porque muitos deles perderam tudo o que tinham na vida.
Outros especialistas defendem a integração económica desses deslocados e governador de Cabo Delgado apela à reconciliação na província.
Taimo entende que só projetos mais claros e concretos podem resolver a situação de milhares afetados pelo terrorismo em Cabo Delgado.
"Eu acho que é momento de nos mobilizarmos como sociedade para procurarmos estabelecer um programa permanente de assistência que possa garantir que depois de as pessoas saírem da situação de emergência não continuem pedintes".
Cabo Delgado: Governo confirma milhares de novos deslocados devido aos recentes ataques
1/12Deslocados da província de Cabo Delgado reúnem-se para receber ajuda humanitária do Programa Alimentar Mundial (PAM) na Escola Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
2/12Deslocados da província de Cabo Delgado reúnem-se para receber ajuda humanitária do Programa Alimentar Mundial (PAM) na Escola Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
3/12Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado caminham pelas ruas de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
4/12Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado caminham pelas ruas de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
5/12 Mulher carrega alimentos distribuídos pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) aos deslocados da província de Cabo Delgado, na Escola Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
6/12 Mulher carrega alimentos distribuídos pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) aos deslocados da província de Cabo Delgado, na Escola Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
7/12Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado reúnem-se para receber ajuda humanitária do Programa Alimentar Mundial (PMA) na Escola da Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
8/12Uma mulher deslocada da província de Cabo Delgado faz fila para receber ajuda humanitária na Escola Tribuna 21 de abril, em Namapa, distrito de Erati, província de Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
9/12Uma mulher deslocada da província de Cabo Delgado faz fila para receber ajuda humanitária na Escola Tribuna 21 de abril, em Namapa, distrito de Erati, província de Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
10/12Uma mulher deslocada da província de Cabo Delgado faz fila para receber ajuda humanitária na Escola Tribuna 21 de abril, em Namapa, distrito de Erati, província de Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
11/12Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado reúnem-se para receber ajuda humanitária do Programa Alimentar Mundial (PMA) na Escola da Tribuna 21 de abril, na vila de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
12/12Pessoas deslocadas da província de Cabo Delgado caminham pelas ruas de Namapa, distrito de Erati, em Nampula, Moçambique, a 27 de fevereiro de 2024.
Centenas de pessoas desalojadas esperam por ajuda humanitária no norte de Moçambique, região onde dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido a uma vaga de ataques jihadistas.
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O sociólogo e analista político João Feijó está de acordo e defende serem necessárias medidas, sobretudo no domínio socioeconómico, para colocar as pessoas a produzirem e integrá-las economicamente, ‘’porque não é sustentável estar a alimentar indefinidamente, milhares de pessoas’’.
Por seu lado, o empresário Assif Ossumane defende também a necessidade de a sociedade se mobilizar para prestar assistência às vitimas da violência em Cabo Delgado "porque temos famílias desmembradas e pessoas que perderam tudo o que tinham acumulado na vida, por causa desta guerra".
Mas a outra forma de resolver o problema é a reconciliação, que para o governador provincial de Cabo Delgado, Valigy Tauabo é possível, até porque, aponta, o Presidente Filipe Nyusi decretou um indulto para todos aqueles que abandonarem o terrorismo e regressarem às suas famílias.
Tauabo referiu que "muitos dos moçambicanos que tinham sido forçados a se juntarem aos grupos violentos, com o indulto declarado pelo Presidente da República regressaram e juntaram-se às suas famílias".
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