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Moçambique e Cabo Verde em polos diferentes na percepção da corrupção


Félix Tshisekedi, Presidente da RDC, onde 80 por cento dos cidadãos pagaram por serviços

No ano passado, mais de 25 dos africanos tiveram que pagar subornos para ter acesso a serviços públicos, revela um estudo do Barómetro da Corrupção Global para África (GCB), divulgado pela Transparência Internacional.

Por exemplo, no caso da República Democrática do Congo (RDC), 80 por cento dos seus cidadãos tiveram de pagar suborno a funcionários públicos, enquanto em Moçambique esse número ascendeu a 35 por cento.

No outro lado da lista, Cabo Verde está entre os três países onde menos se paga subornos, com apenas oito por cento dos seus cidadãos a revelarem ter pago para obter serviços públicos. Nesse grupo, também estãoMaurícias e Botswana.

Outro país lusófono em África analisado foi São Tomé e Príncipe, onde 16% dizem ter pago por serviços em 2018.

A polícia é a instituição pública que os cidadãos através de África consideram mais corrupta, seguida de funcionários públicos, deputados e gestores empresariais.

O estudo da Transparência Internacional faz notar que a maior parte dos subornos é paga por pessoas pobres e acrescenta que dois terços dos africanos afirmam recear represálias se denunciarem a corrupção.

Em 22 dos 35 países analistas mais de 60 por cento de cidadãos consideram que a corrupção está em crescimento.

Em São Tomé e Príncipe, 56 por cento dos entrevistados indicaram que há um aumento da corrupção, enquanto em Moçambique essa percentagem atinge os 49 por cento e em Cabo Verde chega a 39 por cento.

Por outro lado, no Burkina Faso 54 por cento dos cidadãos afirmaram que a corrupção caiu e na Gâmbia foi de 46 por cento.

A nota positiva do relatório é que 53 por cento dos africanos acreditam que o cidadão normal pode ter influência no combate à corrupção.

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