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Moçambique: Campanha "16 Dias de Activismo sobre a Violência" em marcha


Raparigas moçambicanas activistas contra a violência

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), aliada a outras plataformas da sociedade civil moçambicanas, entre as quais o Observatório da Mulher, lançou esta quinta-feira, 25, a campanha de activismo pela eliminação da violência doméstica baseada no género.

A campanha denominada "16 Dias de Activismo sobre a Violência" reforça a vigilância contra a violência doméstica e alerta para os impactos deste crime não só nas mulheres, mas também nas crianças, que na opinião de Zélia Menete, directora executiva da FDC, resulta da falta de cultura de paz na sociedade moçambicana.

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Menete disse que "a cultura de paz, tolerância e coesão deve começar na família, porque é lá onde começa a violência doméstica".

Esta é uma campanha global de combate à violência contra as mulheres e adolescentes, que acontece anualmente entre os dias 25 de Novembro, dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres e o dia 10 de Dezembro, dia internacional dos direitos humanos.

Menete não sabe quantas pessoas foram vítimas da violência nos últimos meses, mas sabe que o número de casos é bastante elevado, sobretudo nas províncias de Nampula e Zambézia, as mais populosas do país.

O objectivo da campanha, num momento em que também os constrangimentos impostos pela guerra em Cabo Delgado e a pandemia da Covid-19 provocaram desafios acrescidos, é consolidar o sentido de responsabilidade coletiva, transmitir confiança a cada mulher, na sua luta, e à sociedade em geral, no combate a este crime.

A FDC, presidida pela activista Graça Machel, no seu plano de actividades, quer abranger o maior número de pessoas em termos de assistência, através do programa "Viva Mais", que tem uma componente legal, virada sobretudo para os direitos humanos.

Por viz deste programa, a FDC pretende atingir, entre 2021 e 2023, 1.8 milhão de mulheres e raparigas, em 96 distritos.

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