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Moçambique cai no Índice de Percepção da Corrupção e Guiné-Bissau é o pior lusófono em Africa


Índice de Percepção da Corrupção 2020

Angola continua no grupo dos países mais corruptos, enquanto Cabo Verde é o país com menor índice de corrupção

Cabo Verde continua a ser o país africano de língua portuguesa melhor classificado na Índice de Percepção da Corrupção de 2020, divulgado nesta quinta-feira, 28, pela Transparência Internacional, em Berlim.

A Guiné-Bissau é o pior na lista daquela organização não governamental que monitora a corrupção no mundo.

O arquipélago ocupa o lugar 41 num universo de duas centenas de países, com 58 pontos, numa escola de 0 (pior) a 100 (melhor).

A nível da África Subsariana, Cabo Verde é o terceiro, depois de Seichelles e Botswana.

Nessa região africana, com o maior nível de corrupção no mundo ao conseguir apenas 32 pontos em média, São Tomé e Príncipe ficou na 66.ª posição do índice, com 47 pontos.

Bem mais abaixo está Angola, com apenas 27 pontos, no lugar 142, tendo subido quatro posições em relação a 2019 e aumentado cinco pontos em relação a 2012.

Por seu lado, Moçambique perdeu um ponto, passando de 26 para 25, e caiu três posições, da 146.ª para 149.ª 149.

Na parte final da lista, no lugar 165, está a Guiné-Bissau, com apenas 19 em 100 pontos, menos seis do que em 2012.

Com uma pontuação média de 32, a África Subsariana tem o pior desempenho a nível mundial e, segundo a Transparência Internacional, mostrou poucas melhorias e uma grande a necessidade de um uergente combate à corrupção.

Em toda a região, a pandemia da Covid-19 "revelou as enormes deficiências nos sistemas de saúde, corrupção na aquisição de equipamentos e materiais pelos Governos e apropriação indevida de recursos públicos".

O choque económico provocado pela pandemia "esteve na origem de vários protestos em países como Angola, África do Sul e Zimbabwe, contra o aumento do custo de vida, corrupção generalizada e uso indevido dos fundos de emergência".

A organização concluiu que os dirigentes dos países africanos "devem tomar medidas decisivas e importantes para reverter a recessão económica actual".

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