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Moçambique: Ataque a comboio fere maquinista em Sofala


Mozambique

Ataque não foi reivindicado e a polícia em Sofala ainda não se pronunciou

Homens armados feriram, hoje, 4, o maquinista de um comboio de carga, na Linha de Sena, no centro de Moçambique, usada para o transporte de carvão mineral, disse está à VOA o director ferroviário dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), centro.

“O maquinista foi atingido no ombro por um projétil de bala, foi socorrido e a primeira assistência foi feita no centro de Saúde de Cundue, e depois evacuado para o hospital distrital de Muanza” disse Boaventura Mahave, assegurando que foram feitos exames médicos para determinar a gravidade do ferimento, mas que o “maquinista está consciente”.

O ataque ocorreu cerca das 06:10 horas locais, entre Mazamba e Cundue, zona que separa os distritos de Cheringoma e Muanza, na província de Sofala.

A Linha de Sena, principal via que vai dar ao estratégico Porto da Beira, é usada pelas multinacionais que extraem o carvão mineral em Tete.

O comboio, que saia de Moatize (Tete) para Beira (Sofala), pertence ao consórcio indiano ICVL, que opera quatro concessões de carvão mineral na província de Tete, e o maquinista foi obrigado a reduzir a composição poucos quilómetros do local do ataque, em Cundue, para buscar socorro em Muanza.

“O maquinista não conseguiu ver os atiradores” e as forças de defesa e segurança iniciaram a investigação do ataque, disse Mahave.

A polícia em Sofala ainda não se pronunciou sobre o novo ataque a locomotiva. Nenhum grupo reivindicou a sua autoria.

Na segunda-feira, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique anunciou o desaparecimento de quatro colaboradores, que iam a Marromeu, também na província de Sofala.

O grupo, que fazia o levantamento para melhoria do sistema de comunicação da empresa, terá perdido sinal do radio de comunicação e desapareceu numa floresta, quando tentava encontrar uma zona habitada.

A linha de Sena já foi alvo de sucessivos ataques armados contra comboios de carga entre 2014 e 2017, que as autoridades atribuíram, na altura, aos guerrilheiros da Renamo.

A Vale Moçambique chegou a suspender a circulação na região por temer ataques armados contra suas locomotivas.

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