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Moçambique: AI condena detenção de 18 monitores eleitorais da Nova Democracia


Nova Democracia, Mocambique

A Amnistia Internacional (AI) condena a detenção de 18 monitores eleitorais moçambicanos que após um mês incomunicáveis foram no domingo, 17, transferidos secretamente para uma prisão de Xai Xai, na província de Gaza.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 18, a organização de defesa dos direitos humanos cita os membros do Partido Nova Democracia inicialmente detidos em Guijá, também em Gaza, acusados de violações eleitorais.

A transferência foi sem conhecimento dos seus advogados e familiares, de acordo com a mesma fonte.

“A detenção arbitrária desse grupo de monitores eleitorais é uma farsa”, escreve Deprose Muchena, director da AI para a África Austral.

Muchena arecenta ainda que “eles passaram mais de um mês em celas superlotadas, onde lhes foi-lhes negado acesso a advogados e o contacto com as suas famílias, simplesmente por trabalharem”.

As autoridades moçambicanas, pede Muchena, “devem abrir o espaço cívico e parar de tratar os direitos humanos com desprezo."

“A transferência para uma prisão a 154 quilómetros de distância é um algo alarmante e parece ser uma tentativa deliberada das autoridades de ocultar detalhes do paradeiro deles, bem com o seu atendimento. Com esta transferência, significa que eles estarão mais isolados das suas famílias e advogados”, denuncia a AI.

Os observadores que pertencem ao Partido Nova Democracia, que contestou os resultados das eleições de 15 de Outubro, foram presos no distrito de Chokwe, quando acompanhavam a eleição, e acusados de falsificar credenciais

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