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Moçambique adopta plano de mitigação de mudanças climáticas, diz ministra do Ambiente


Bairro de Manganhe, arredores da cidade da Beira, inundado devido ao ciclone Eloise, Moçambique

Moçambique está a investir cerca de 11 milhões de dólares americanos num plano de combate às mudanças climáticas, no âmbito de um programa da SADC que adoptou um plano de acção que vigorará de 2022 a 2025, disse a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze.

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Falando na primeira Conferência Moçambique pela Resiliência Climática e Desenvolvimento, nesta quarta-feira, 9, em Maputo, Maibaze disse que o referido plano prevê a criação do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência, que vai funcionar na cidade de Nacala-Porto, em Nampula.

“Trata-se de uma iniciativa única em África, que visa trazer maior entrosamento as operações de emergência”, disse Maibaze.

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Especialistas dizem que Moçambique é especialmente vulnerável aos efeitos das Mudanças Climáticas devido à sua localização geográfica, na zona de convergência inter-tropical e à jusante de bacias hidrográficas partilhadas, longa costa e existência de extensas áreas com altitude abaixo do actual nível das águas do mar.

Na sua resposta, o Governo de Maputo conta com o apoio das Nações Unidas, cuja coordenadora em Moçambique, Myrta Kaulaud, disse que a gestão sustentável do meio ambiente pode contribuir com mais de 17% para o PIB do país.

“A gestão sustentável dos recursos naturais, a governação adequada, a repartição equitativa de benefícios pode expandir exponencialmente os benefícios sociais e económicos reais”, afirmou Kaulaud.

Por seu turno Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, Embaixador da União Europeia em Moçambique, considerou que a pandemia da COVID-19 não pode ser motivo para negligenciar os problemas ambientais.

“Num momento em que temos várias crises sociais que se sobrepõem (…) nós pensamos que a actual crise da Covid-19 não deve nos fazer esquecer a crise que provavelmente é a ameaça existencial para a humanidade, as alterações climáticas, que tem graves consequências e implicações”, recordou o diplomata.

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O impacto mais visível das mudanças climáticas se assiste nos oceanos, disse a activista ambiental Regina Charrumar, que pediu mais acção real, tendo em conta que “cerca de 60% da população vive da pesca ou tem alguma relação com esta actividade”.

“Se nós tivermos mares e oceanos poluídos, teremos menos pescado, menos fonte de renda, menos alimentos, menos saúde; a nossa fonte de vida ou de sobrevivência são os oceanos, se cuidarmos (…) teremos mais saúde e mais vida”, alertou Charrumar.

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