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Moçambicanos recordam Máximo Dias como defensor da liberdade e pluralismo político


Máximo Dias

"Foi um político que com o seu saber e experiência, procurou contribuir para a criação e desenvolvimento de uma sociedade democrática em Moçambique", disse Francisco Inácio, antigo aluno de Máximo Dias

Políticos e académicos lamentaram, esta segunda-feira, 28, a morte do advogado e político Máximo Dias, considerando que Moçambique perdeu um empenhado cidadão na defesa da liberdade e do pluralismo político.

Moçambicanos recordam Máximo Dias como defensor da liberdade e pluralismo político
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Máximo Dias morreu em Lisboa, Portugal, vítima de doença, e assumia-se como um dos fundadores da Renamo, juntamente com André Matsangaissa, tendo sido deputado da Assembleia da República, pela União Eleitoral.

Para o académico Francisco Inácio, Máximo Dias foi um jurista eminente, docente universitário especializado na área de Direito, e no plano político foi presidente do partido Monamo, através do qual concorreu às eleições presidenciais de 1994.

"Foi um político que com o seu saber e experiência, procurou contribuir para a criação e desenvolvimento de uma sociedade democrática em Moçambique", disse Inácio, antigo aluno de Máximo Dias.

Patriota esclarecido

Para o Presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raúl Domingos, "Moçambique perdeu um patriota esclarecido e uma figura política notável a que o país muito deve".

"Em 1994 quando se apresentou como candidato às eleições presidenciais, Máximo Dias sublinhou que a sua candidatura era didáctica, no sentido de que visava proporcionar aos eleitores várias opções de escolha e não apenas a um ou dois principais candidatos", realçou o líder do PDD.

Antigo número dois do movimento político GUMO, liderado por Joana Simeão, criado depois da revolução de 25 de Abril, em Portugal, Máximo Dias foi co-fundador, na capital portuguesa, do Centro moçambicano de Cultura, Desporto e Mútuo Socorro.

Gumo foi criado para lutar pelo poder em Moçambique, um objectivo que, entretanto, não foi alcançado porque a Frelimo não viu isso com bons olhos.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na voz de Sande Carmona, considera que Máximo Dias foi um advogado de causas e um lutador pelos princípios em que acreditava e que marcou de forma indelével todos quantos tiveram o privilégio de o conhecer.

"Moçambique chora a partida de um patriota esclarecido, um homem empenhado no bem comum do seu país", afirmou Adriano Nuvunga, director executivo do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD).

Máximo Dias retirou-se da advocacia em 2017, após cerca de 50 anos de carreira. Na altura da retirada, fez críticas ao sistema de justiça moçambicana e denunciou casos de corrupção e sentenças condicionadas a valores monetários.

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