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EUA: Ministério da Justiça recorre contra decisão que suspendeu programa para jovens migrantes


Juiz do Texas aceitou pedido de republicanos e considerou ilegal programa criado por Obama que dá residência a menores trazidos pelos pais

O Ministério de Justiça dos EUA vai apelar contra a decisão de um juiz que considerou ilegal o programa conhecido por “Sonhadores”, criado pela Administração Obama para permitir a legalização de menores que entraram no país trazido pelos pais.

O juiz distrital Andrew Hanen, no Estado do Texas, disse que Obama agiu ilegalmente ao criar o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), em inglês, em 2012 por um decreto presidencial.

Em comunicado divulgado pela Casa Branca, o Presidente Joe Biden disse que a decisão de Hanen foi "profundamente decepcionante" e renovou os apelos para que o Congresso "garanta uma solução permanente".

Empresas de tecnologia juntam-se a Biden

No sábado, executivos do Google, Twitter, Microsoft e Adobe apoiaram a declaração de Biden e uniram-se ao Presidente para pedir ao Congresso que proteja os “Sonhadores”, como são comumente conhecidos os protegidos pelo programa.

"Há muito manifestamos o nosso apoio a este programa e estamos muito decepcionados com a decisão" do juiz, disse o porta-voz do Google, José Castañeda, citado pela agência Reuters.

"Sonhadores e imigrantes tornam os Estados Unidos - e o Twitter - melhores", disse também um porta-voz daquela plataforma de mídia social num comunicado, disse a Reuters.

A decisão do juiz Hanen dá resposta ao pedido de um grupo de Estados governados por republicanos liderados por Texas, que abriu um processo para acabar com o programa DACA.

Embora a decisão não afecte os imigrantes já cobertos pelo DACA, Biden disse que a decisão "relega centenas de milhares de jovens imigrantes a um futuro incerto".

O DACA permitiu que centenas de milhares de jovens, que foram trazidos ilegalmente para os EUA ainda menores ou que ultrapassaram o prazo de validade de seus vistos, permanecessem no país.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma legislação em Março criando um caminho para a cidadania para os abrangidos, mas a iniciativa tem encontrado obstáculos dos republicanos no Senado.

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