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Militares prometem eleições e garantem não querer o poder no Mali


Militares em Bamako, Mali

Os militares que obrigaram o Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, a renunciar ao poder e a dissolver o Parlamento na noite de terça-feira, 18, num golpe militar prometeram nesta quarta-feira, 19, restaurar a estabilidade e supervisionar a transição para as eleições num prazo "razoável".

Um dia após o motim de militares em Kati, que deu início ao afastamento do Presidente Keita e Governo, desconhece-se exatamente o líder do movimento que se auto-denominou Comité Nacional para a Salvação do Povo.

Entretanto, um porta-voz dos amotinados, coronel Ismael Wague, afirmou que eles agiram “para evitar que o Mali caísse ainda mais no caos” e convidou a sociedade civil e os movimentos políticos do Mali a juntos criarem condições para uma transição política.

“O nosso país afunda-se no caos, na anarquia e na insegurança, principalmente por culpa das pessoas que estão no comando do seu destino”, disse Wague, ao lado de soldados, num pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

“Não queremos o poder, mas sim a estabilidade do país, o que nos permitirá organizar eleições gerais para que o Mali se dote de instituições fortes dentro de um prazo razoável”, acrescentou o porta-voz.

O golpe militar foi imediatamente condenado na terça-feira pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (Cedeao) e pela União Africana (UA), que temem que a queda de Keita possa desestabilizar ainda mais o país que enfrenta uma forte ofensiva de radicais islâmicos no norte.

No Twitter, o Presidente angolano disse estar a acompanhar a situação e condenou o golpe militar.

"Independentemente das razões na base das quais o Presidente eleito foi deposto, repudiamos e desencorajamos esta forma de forçar a alternância do poder", escreveu João Lourenço.

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