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Mike Pompeo pede fim das hostilidades entre Arménia e Azerbaijão que reiteram acusações


Mike Pompeo (esq) e homólogo grego Nikos Dendias, em Atenas

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, apelou ao Azerbaijão e aos separatistas arménios em conflito no Nagorno-Karabakh para colocaram um "fim à violência" e iniciarem negociações o mais rápido possível.

Na Grécia, onde está de visita desde ontem, Pompeo afirmou nesta terça-feira, 29, que as duas partes devem pôr fim à violência e trabalhar com o 'Grupo de Minsk' (...) no sentido de iniciarem negociações o mais rápido possível".

Em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU reúne-se para tentar encontrar um fim ao conflito entre os dois países.

Historial de confrontos

Os combates eclodiram no domingo e hoje os dois Governos voltaram a trocar acusações hoje.

O Ministério da Defesa da Arménia afirmou que as forças armadas do Azerbaijão atacaram uma unidade militar arménia na cidade fronteiriça de Vardenis, a quilómetros de distância de Nagorno-Karabakh.

Um autocarro com civis incendiou-se depois de ter sido atingido por um drone e uma pessoa morreu.

Do outro lado, o Ministério da Defesa do Azerbaijão disse que o exército arménio bombardeou a região de Dashkesan.

O conflito entre os dois vizinhos teve início com o fim do império soviético, nos finais da década de 1980, quando o território maioritariamente habitado por arménios, de Nagorno-Karabakh, localizado no Azerbaijão, pediu a sua inclusão na Arménia.

Esta intenção deu lugar a um conflito que deixou cerca de30 mil mortes e centenas de milhares de refugiados.

Em 1994, o denominado Grupo de Minsk, integrado pelos Estados Unidos, Rússia, e França, conseguiu um cessar-fogo, mas a situação manteve-se tensa entre os dois países.

As hostilidades foram retomadas no domingo, 27 e desde então dezenas de pessoas já morreram e centenas ficaram feridas.

Pela região, passam oleodutos que transportam petróleo e gás para os países ocidentais.

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