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Maputo: Ordem dos Advogados quer maior civismo no julgamento do caso das dívidas ocultas


Duarte Casimiro

Onze dias antes do início do julgamento do caso das chamadas "dívidas ocultas, o mais aguardado, nos últimos anos em Moçambique, a Ordem dos Advogados lança um aviso à navegação: Ética.

Em conferência de imprensa concedida em Maputo, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Duarte Casimiro, pediu jogo limpo por parte de todos os intervenientes, uma vez que a "mediatização deste processo e abertura para transmissão televisiva em directo, poderá propiciar aproveitamentos e comportamentos indevidos".

"Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para apelar a todos os intervenientes, ao estrito cumprimento das regras éticas e deontológicas, e, em particular, as relativas à proibição de promover debates públicos sobre as matérias do processo," exortou Duarte Casimiro aos seus pares.

A partir do dia 23 de Agosto corrente e durante 45 dias ininterruptos, 19 arguidos, com destaque para dois antigos dirigentes de topo da secreta nacional e cerca de 70 declarantes, incluindo o antigo presidente da República, Armando Guebuza, vão participar do julgamento.

A Ordem dos Advogados espera que haja civismo e que os culpados sejam punidos.

"Esperamos que este julgamento constitua uma oportunidade ímpar para que todos os intervenientes contribuam para a promoção da transparência e promoção da credibilidade das instituições e profissões que representam," salientou Casimiro.

Para o julgamento em causa, os arguidos fizeram questão de chamar para a sua defesa os melhores e maiores advogados da praça, e do lado da acusação está o Estado, representado pelo Ministério Público.

A Ordem dos Advogados entra como assistente, alinhando com a acusação proferida pelo Ministério Público e agindo em defesa dos interesses da Justiça, da Verdade, do Estado e da Nação.

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