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Manifestantes voltam às ruas de Angola neste sábado


Manifestantes fazem barricada durante manifestação anti-Governo em Luanda, 24 Outubro 2020

Promotores exigem demissão do chefe de Gabinete do Presidente da República e do presidente da CNE e políticas públicas contra o alto custo de vida

Os activistas angolanos que realizaram do ano passado três manifestações voltam a convocar para este sábado, 20, protestos de rua visando, mais uma vez, exigir a demissão do chefe de Gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa e do presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Manuel Pereira da Silva “Manico”, bem como pedir políticas públicas concretas para reduzir o elevado custo de vida no país.

Activistas convocam mnifestação em Luanda – 2:11
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Benedito Geremias “Dito Dalí”, um dos organizadores dos protestos em Luanda, e activista detido no processo dos 17 em 2015, diz que os manifestantes têm uma longa lista de exigências.

No entanto, passados quatro meses desde a última marcha realizada a 11 de Novembro de 2020, e “apesar da pertinência dos tópicos que constituíram as matérias da reivindicação, nenhum deles foi até este preciso momento atendido por quem de direito”, aponta o activista.

Benedito Geremias “Dito Dalí”, activista angolano
Benedito Geremias “Dito Dalí”, activista angolano

Para os promotores da manifestação, de acordo com Dito Dali, esta postura passiva que vem sendo adoptada pelos órgãos de decisão tem um significado claro.

“Não há, tanto por parte daqueles que dizem ser os nossos representantes, como por parte daqueles que dizem ser os nossos governantes, a mínima consideração pelo povo angolano que vive diariamente as consequências do actual ´status quo", sustenta.

Questionado se a manifestação terá a presença de militantes de partidos políticos, Dito Dali convida cidadãos ligados ao MPLA a participarem.

“Queremos por esta via convidar a vice-presidente do MPLA, deputada Luisa Damião, e vários militantes do partido governante porque sabemos que muitos dos angolanos filhados no MPLA também passam necessidades até mesmo chegam a morrer”, concluiu o activista.

As manifestações devem acontecer em várias cidades de Angola.

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