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Manifestantes vão apresentar queixa contra polícia angolana acusada de brutalidade


Polícia Nacional instaura inquérito para averiguar supostas agressões

Activistas angolanos agredidos e detidos pela Polícia Nacional (PN) na terça-feira, 15, quando o Presidente João Lourenço apresentava o seu discurso sobre o estado da nação no parlamento, vão apresentar na quinta-feira uma queixa formal contra os agentes envolvidos.

A informação foi avançada à VOA por Hitler Samussuku, um dos organizadores do protesto.

A PN disse, entretanto, ter aberto um inquérito às alegadas agressões dos agentes policiais.

“Em função de várias denuncias nas redes sociais, a policia decidiu abrir um inquérito para apurar o que se terá passado”, disse o porta voz do Comando provincial de Luanda Hermenegildo de Brito.

Caso se confirmarem as acusações “os culpados serão responsabilizados”, garantiu o porta-voz, que confirmou que os 28 manifestantes detidos foram libertados.

Entrentato, Hitler Samussuku, um dos manifestantes, diz ter havido bastante brutalidade e que a abertura do inquérito não os satisfaz e promete formalizar na quinta-feira "uma queixa-crime contra os agentes" junto à Procuradoria Geral da Republica de Angola.

No mês de Setembro, os activistas cívicos que se manifestaram nas ruas de Luanda para exigir a João Lourenço a criação de postos de trabalho, prometidos na campanha eleitoral, formalizaram igualmente uma queixa-crime contra o chefe das Operações e o comandante Provincial da Polícia Nacional (PN) de Luanda, mas não houve qualquer resposta até ao momento.

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