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Manica quer atrair novos investimentos na agricultura e mineração


Manica destaca-se na produção de abacate

A província de Manica, no centro de Moçambique, vai, nesta sexta-feira, 26, expor as suas potencialidades na agricultura e mineração, na primeira conferência internacional de investimentos e desenvolvimento.

Além de países da região, como a África do Sul, vão participar na conferência Cuba, Inglaterra, Portugal e Itália.

O Secretário de Estado para Manica, Edson Macuacua, considera importante a conferência, uma vez que vai divulgar o potencial para o investimento na província, e espera que nasçam “novos empreendimentos agrícolas” e sejam alcançadas parcerias entre empresas locais e estrangeiras que resultem em mais empregos.

Macuacua disse que Manica oferece um enorme potencial para o desenvolvimento de vários investimentos e negócios, através de várias cadeias de valor.

“Estamos num corredor com acesso a países do interior” de África, disse Macuacua, apontando a excelente posição geoestratégica e agro-geológica como cruciais para a “diversificação da economia nos sectores da agricultura, mineração, silvicultura e vida selvagem, turismo, e transportes e comunicações”.

Por sua vez, a governadora de Manica, Francisca Tomás, entende que novos investimentos, sobretudo no sector agrário, podem assegurar a transformação e modernização da produção no sector e estimular a comercialização, o que vai permitir maior fluxo de produtos agrícolas para o mercado.

Recorde-se que a província de Manica chegou a atingir, entre 2001 e 2004, bons níveis de produção agrícola, com o impulso da entrada de 42 farmeiros zimbabweanos, que exportavam rosas e vegetais para a Europa.

Mesmo com a considerada falha nas políticas agrárias, Manica ainda exporta vegetais, paprika e baby-corn, litchi, macadâmia e abacate.

Na mineração, as autoridades enfrentam o garimpo e questões ambientais. Em 2019, o anterior governador de Manica, Rodrigues Alberto, suspendeu as actividades de empresas de mineração de ouro de capitais chineses e sul-africanos devido à poluição e por não ajudarem a combater a pobreza.

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