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Malanje: Agricultores mantêm produção para abastecer Luanda em isolamento


Os agricultores de Malanje continuam a produzir alimentos para o mercado de Luanda mas alguns avisam que restrições ipostas ao abrigo do Estado de Emergência poderão dificultar as suas operações.

Com efeito 0s agricultores e camponeses do município de Cacuso da província angolana de Malanje continuam a trabalhar a terra para garantir as reservas alimentares enquanto durar o decreto de Estado de Emergência ou da crise do Covid-19 que afecta o mundo inteiro.

Quantidades satisfatórias de produtos agrícolas para abastecer o mercado de Luanda estão concentradas na fazenda Sorriso Alegre daquela municipalidade, referiu esta quarta-feira, o agricultor Noé Gomes.

Noe Gomes
Noe Gomes

"Numa primeira fase irei levar cinco toneladas [porque a carrinha só me dá essa possibilidade], agora, tenho grandes quantidades de batata-doce, mandioca, entre outras, para posteriormente levar para a capital”, disse.

Tenho um outro propósito levar grandes quantidades de kizaca já pisada [para] ser vendida em quilo para facilitar para que as pessoas tenham esse produto em suas casas",acrescentou

Noé Gomes considera prioritário o mercado de Luanda dado o confinamento de várias pessoas em suas casas.

O agricultor Antonio José Semedo, também do município de Cacuso avisou no entantoque a ausência de livre trânsito retrai a actividade dos agricultores que necessitam da reposição de peças e compra de derivados do petróleo para manter em funcionamento os equipamentos para a produção agrícola.

Um credenciamento para os operadores para o sector agro-pecuários é a sugestão do agricultor do município de Cacuso.

"Temos máquinas a prestar serviços de mecanização e o nosso sector não pode parar”,disse acrescentando que a a agricultura “é o sector chamado a dar o seu maior contributo”.

O artigo 34º do regulamento do Estado de Emergência determina, nos termos legais, as medidas necessárias e a prática dos actos que, sejam adequados e indispensáveis para garantir as condições de normalidade, de disponibilidade de fatores de produção a preços regulados para garantir à cadeia agro-alimentar.

À luz do regulamento do Estado de Emergência, há restrições quanto à circulação de produtos inter-provincial, referiu o chefe de departamento provincial de Vigilância, Epidemiologia Animal e Vegetal do Gabinete Provincial da Agricultura, Floresta e Pescas de Malanje, engenheiro agrónomo, Inácio Chindongo Pedro.

Aquele gabinete integra a Comissão Provincial de Malanje de Resposta ao Coronavírus.

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